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HughesNet planeja cobrir 5 mil cidades até o final do ano; mercado de banda Ka se movimenta com Viasat
quarta-feira, 16 de maio de 2018 , 00h51

Em meio a uma disputa entre as operadoras privadas de satélite e a Telebras por conta do contrato entre a estatal e a Viasat, a Hughes, uma das empresas que hoje oferece serviços de acesso à banda larga por banda Ka ao usuário residencial por meio da HughesNet, resolveu reforçar a divulgação de seus planos para o Brasil. A empresa publicou press-release reiterando seus planos de ampliar, até o final do ano, a sua cobertura para mais 1 mil cidades, que somadas às 4 mil cobertas hoje totalizarão 90% da população brasileira, incluindo os estados da região Norte. A empresa espera o lançamento de um novo satélite no meio do ano (o Telesat 19, com capacidade de cerca de 31 Gbps), explica Rafael Guimarães, presidente da Hughes no Brasil. Hoje a empresa opera com capacidade do satélite Eutelsat 65W (com cerca de 24 Gbps). Para 2021, a companhia tem planos de lançar o satélite próprio Echostar XXIV/Jupiter 3, "que será utilizado para entregar conexões de até 100 Mbps a empresas e usuários finais em praticamente todos os países das Américas, incluindo Brasil, EUA, Canadá, México e outras regiões", diz o comunicado da empresa. A expectativa é que o Jupiter 3 tenha capacidade de cerca de 70 Gbps para o Brasil. O satélite utilizará tecnologia de ultradensidade (UHDS) para transmissão, e será responsável por mais que dobrar a capacidade de banda da Hughes no continente.

A movimentação da Hughes de reforçar seus planos para o país não é à toa. A sua concorrente direta no mercado norte-americano é a Viasat, pretende entrar no mercado brasileiro por meio da parceria com a Telebras. Caso a estatal consiga desembaraçar o acordo na Justiça e derrubar liminar que impede a operação, a expectativa da Telebras é que em um ano a Viasat ocupe 100% do SGDC, segundo apurou este noticiário. A Viasat, pelo acordo, poderá utilizar 58% da capacidade de 60 Gbps do SGDC para atender o mercado privado, podendo ainda, sob determinadas condições, ampliar a utilização com banda reservada para a Telebras. A Viasat já anunciou que seu foco será no mercado de comunicação em aviões (IFC), em serviços a consumidores de baixa renda e áreas remotas (similar ao que opera no México e Austrália) e também nos mercados corporativos e residencial. A Viasat vinha costurando planos de entrar no Brasil, mas só em 2021, quando terá seu satélite de altíssima capacidade, o Viasat 3, disponível para a região. Com a parceria com a Telebras, a empresa ganhou três anos no cronograma e 100% de cobertura no território brasileiro instantaneamente. Além disso, a Viasat não precisou participar de uma disputa por posição orbital (cujos valores têm saído na casa de algumas dezenas de milhões de reais), esperar a construção do seu próprio satélite e nem correr o risco de um satélite dedicado inteiramente ao Brasil. A capacidade do SGDC é também igual a toda a capacidade em banda Ka disponível hoje para o Brasil.

Conforme o contrato celebrado com a Telebras, o "investimento" inicial que a Viasat fará é, na prática, a instalação de 50 mil estações VSAT que a Telebras demandará em um pouco mais de um ano, mais os equipamentos de banda-base e gateways necessários à operação do satélite. Algo cujo custo estimado é de R$ 500 milhões, mas que no caso da Viasat pode ser muito menos por ser ela a própria fabricante dos equipamentos. Além disso, a Viasat arcará com o custo de manutenção e operação destes equipamentos dedicados à Telebras (R$ 400 milhões ao longo da duração do contrato, que é de 10 anos, prorrogáveis por mais cinco). Quando utilizar capacidade do SGDC para os seus serviços, a Viasat terá que ceder uma parte das receitas para a Telebras, a título de uso de capacidade, mas os percentuais de partilha e os custos de aluguel dos equipamentos não são públicos (fazem parte das partes "tarjadas" do contrato, cuja íntegra está disponível aqui). A Viasat, aliás, lançou nesta terça, 15, o seu site em versão brasileira: www.viasatdobrasil.com.br

Além da Viasat, a HughesNet, que chegou a mais de 80 mil assinantes de banda larga no Brasil em pouco mais de um ano e meio de operação, espera ainda a entrada da Yahsat no mercado, algo que deve acontecer no começo do segundo semestre. A Yahsat também tem um modelo de negócios baseado na oferta de serviços corporativos e residenciais em banda Ka. Outras empresas com capacidade em banda Ka, como a Hispamar também preparam suas estratégias para o mercado residencial e empresarial.

Evento

Nos dias 14 e 15 de agosto, no Rio de Janeiro, a Glasberg Eventos, com apoio da TELETIME, organiza o Congresso Latinoamericano de Satélites, o principal evento dedicado ao mercado de satélites no Brasil. Um dos temas em pauta é a competiçao no mercado de banda Ka e as consequências da estratégia da Telebras em parceria com a Viasat para o mercado brasileiro. Mais informações sobre o evento no site www.satelitesbrasil.com.br

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