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6º Tela Viva Móvel
Operadoras européias ainda priorizam voz e SMS
quarta-feira, 16 de maio de 2007 , 15h23 | POR FERNANDO PAIVA

Nem mobile TV, nem fulltrack. Mesmo já tendo redes 3G em operação há alguns anos, a maioria das operadoras européias continua promovendo fortemente serviços de voz e SMS. A constatação foi feita por Hartmut Leuschner, editor sênior da OTR na Europa e um dos palestrantes do 6º Tela Viva Móvel, nesta quarta-feira, 16, em São Paulo. A OTR é uma empresa que realiza pesquisas reservadas trimestrais, no mundo inteiro, sobre o mercado de handsets.
A palestra de Leuschner serviu como um choque de realidade para a platéia do evento. O editor exemplificou sua constatação com os slogans contidos na primeira página de panfletos promocionais, pegos em lojas de cinco grandes operadoras européias: em quatro deles fala-se apenas de voz, SMS e, no máximo, uma oferta casada com ADSL. Apenas uma das operadoras promovia tráfego de dados no celular, justamente a menor delas.
Leuschner apresentou uma pesquisa realizada em abril na Alemanha que constatou o seguinte: 88% dos alemães só usam o celular para falar e para enviar mensagens; 80% nunca compraram um ringtone; 24% usam jogos no celular, mas apenas 8% compraram esses jogos; 8% lêem notícias no celular; 2% usam mobile TV.

De volta à 2G

Segundo recente levantamento feito pela OTR, boa parte do investimento que seria destinado a redes 3G na Europa está sendo remanejado pelas operadoras para aumentar a capacidade e a cobertura das antigas redes 2G. ?Apenas duas entre 14 operadoras da Europa Ocidental afirmaram em nossa pesquisa que serviços de valor adicionado (SVAs) seriam um fator preponderante para levar seus clientes a comprarem celulares 3G?, disse Leuschner. De acordo com o editor, as pessoas na Europa têm comprado celulares caríssimos mais como um sinal de status do que propriamente para usar a infinidade de funcionalidades multimídia que eles oferecem.

Índia e China

Leuschner ressaltou, contudo, que o uso de SVAs varia de país para país. Ele citou exemplos de importantes mercados emergentes, como Índia e China. Na Índia, os consumidores têm usado muito o envio de mensagens de texto simultaneamente para grupos de amigos. A disponibilidade dessa funcionalidade pode determinar o sucesso de um telefone lançado na Índia. Segundo o editor, a tarifa de SMS tem caído 50% ao ano nesse país. O ARPU (receita média por usuário) também vem caindo: era US$ 8 em 2006 e deve baixar para US$ 5 em 2010. Porém, a receita e o lucro das operadoras têm aumentado. A operadora indiana Bharti Airtel, por exemplo, registrou um crescimento de 89% em seu lucro no primeiro trimestre de 2007 em comparação com o mesmo período do ano passado.
Na China, onde a base de clientes tem aumentado 50% ao ano, a ARPU com SVA já representa quase 20% da receita total. Um dos serviços de maior sucesso são ringtones. Lá, os provedores de conteúdo recebem uma parcela considerável da receita com SVA: entre 70% e 80%. Na opinião de Leuschner, o mobile TV, que ainda não decolou na Europa, pode fazer sucesso na China, por causa da baixa penetração de aparelhos de TV no país.
A mensagem final deixada pela palestrante, entretanto, não foi de pessimismo. Ele recomendou que desenvolvedores, agregadores e integradores tenham paciência, pois toda tecnologia demanda tempo para se popularizar. Sugeriu também que as operadoras tenham a cabeça aberta e não bloqueiem o acesso a conteúdo fora de seus portais WAP. E ressaltou a imporância de preços baixos e de boas campanhas de marketing para estimular o consumo de SVAs.

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