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Associação das operadoras de MMDS também é contra adiar leilão da faixa de 2,5 GHz
quinta-feira, 15 de setembro de 2011 , 15h48 | POR SAMUEL POSSEBON

Não é só a Claro que é contra o adiamento do leilão da faixa de 2,5 GHz previsto para fevereiro de 2012. A Neotec, associação que representa os operadores de MMDS, também é totalmente contrária ao adiamento. "Quando a Anatel discutiu a destinação da faixa de 2,5 GHz, nós alertávamos que não havia a pressão de tempo que os operadores de SMP colocavam, e mesmo assim a Anatel decidiu mudar as regras e tirar 140 MHz dos operadores de MMDS. Voltar atrás agora é ruim para todo mundo", afirma Carlos André Lins de Albuquerque, diretor executivo da Neotec. Ele questiona ainda se o discurso adotado em 2010 pelas teles era apenas para conseguir uma reserva de mercado. "Perdeu-se a chance de desenvolver outros operadores de banda larga na faixa de 2,5 GHz".

As empresas de MMDS precisam agora desse leilão para que sejam compensadas pela desocupação da faixa, conforme prevê a regulamentação, e possam voltar a se planejar, diz Carlos André. No ano passado, a Anatel editou a Resolução 544/2010, que definiu a ocupação da faixa de 2,5 GHz e abriu a possibilidade do leilão de 4G. Este ano, decreto presidencial que estabeleceu o PGMU III definiu abril de 2012 para data limite do leilão da faixa, uma vez que o governo considera estratégico garantir que o País tenha redes de 4G nas principais cidades até a Copa do Mundo. O edital da faixa de 2,5 GHz,  adiantado por este noticiário, está no conselho diretor e segundo declarou esta semana o presidente da agência, Ronaldo Sardenberg, deve ser votado nas próximas sessões. Mas, segundo apurou este noticiário, ainda não houve ainda o sorteio do relator, o que só deve acontecer na próxima semana.

Para os operadores de MMDS, o leilão da faixa de 2,5 GHz será a chance de ter uma compensação pela desocupação do espectro, já que o edital prevê que as empresas venecedoras recompensarão as atuais ocupantes do espectro com base nos investimentos feitos e no número de clientes na faixa.

Fontes da Anatel ouvidas por este noticiário também estão espantadas com o discurso de algumas teles, especialmente a TIM e a Oi, em relação a um eventual adiamento. "Parece que as operadoras se descoordenaram um pouco no discurso, já que elas mesmas diziam no ano passado que ia faltar espectro já em 2012", diz a fonte.

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