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Ações preferenciais da Embratel sobem e ONs caem
segunda-feira, 15 de Março de 2004 , 18h04 | POR REDAÇÃO

O anúncio da venda da Embratel para a Telmex por US$ 360 milhões mexeu com as ações da holding da operadora de longa distância na bolsa. As ações ordinárias caíram aproximadamente 25%, enquanto, no sentido inverso, as preferenciais subiram 7% na Bolsa de São Paulo. Em Nova York, as ADRs subiram cerca de 5,5%.
O motivo para a queda das ON foi a especulação na semana passada em torno da proposta para a compra da Embratel que seria apresentada pelas teles fixas no valor de US$ 550 milhões. ?Quem apostou numa vitória das teles fixas não estava familiarizado com a regulamentação. Do que adianta fazer uma proposta alta se ela não pode ser concretizada??, questiona Teresa Rodriguez, analista da Lopes Filho Consultoria, que acertou sua previsão: ela esperava um preço entre US$ 350 milhões e US$ 400 milhões.
A proposta da Telmex é de R$ 16,21 por ação ordinária. Com o tag along, os minoritários poderão vender o papel por R$ 12,97 (80% do valor). Na sexta-feira passada, dia 12, as ações ordinárias da Embratel estavam valendo R$ 15,96, por conta da expectativa de uma vitória da proposta das fixas. Nesta segunda-feira, 15, as ações fecharam próximas a R$ 11,90.
A razão para a subida das ações preferenciais é a aprovação do nome da Telmex pelo mercado, por se tratar de um player de peso na América Latina. Além disso, os preferencialistas minoritários viram afastado o temor de que a empresa fosse fatiada entre as teles, no caso da vitória do consórcio, com benefícios apenas para as empresas compradoras. ?As sinergias entre as operadoras locais e a rede da Embratel só renderiam vantagens para as primeiras?, comenta o analista Eduardo Roche, do BES Securities.

Rapidez

Alguns profissionais do mercado de capitais estranharam a rapidez com que a MCI escolheu a proposta vencedora. ?Foi fora do comum, muito rápido mesmo?, comentou um analista. O presidente da Telos, Roberto Durães, que lidera um dos consórcios que apresentou proposta pela Embratel, discorda: ?Não foi assim tão rápido. Houve uma primeira qualificação dos proponentes em dezembro. E de lá para cá houve troca de informações entre os interessados e o Lazard Frères, que cuidou da negociação?.
Uma das interpretações correntes entre analistas é de que a MCI quis evitar possíveis barreiras e conseqüente demora na realização do negócio com as teles por conta de impedimentos regulatórios. Estes mesmos analistas afastam a hipótese de que a dívida de 1,7 bilhão da MCI com Carlos Slim, dono da Telmex, tenha pesado na decisão, sob a justificativa de que tal débito é tratado à parte da subsidiária brasileira. Ainda assim, outra fonte próxima à negociação garante que o abatimento da dívida está incluído no negócio. E mais: as autoridades americanas, justamente por conta deste abatimento do débito da MCI, tendem a aprovar o negócio sem restrições, no sentido de assegurar a saída da empresa do Chapter 11.

Animec

A Associação Nacional de Investidores do Mercado de Capitais (Animec) pretende recorrer à Justiça contra a escolha da Telmex por entender que os acionistas minoritários sairão perdendo, já que a proposta elaborada em conjunto por Telemar, Telefônica, Brasil Telecom e Geodex era maior.

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