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Banda larga
TIM vê espaço para satélite como backhaul de redes móveis; custo ainda é o desafio
terça-feira, 14 de agosto de 2018 , 20h30

O mercado de provimento de capacidade, seja para pequenos ISPs ou para grandes empresas de telecomunicações, é uma das apostas do setor de satélite para aproveitar o crescimento da banda larga fixa e móvel. Se no passado esse era um segmento praticamente descartado diante dos custos de implantação de redes satélites para prover capacidade a provedores, hoje esse quadro mudou com a redução de preços proporcionada pelo satélites de alta capacidade (HTS) e pelo uso de faixas como banda Ku e Ka. Esse foi um dos temas discutidos no Congresso Latino-americano de Satélites, que acontece esta semana no Rio de Janeiro.

Para Guilherme Botelho, gerente executivo de engenharia de redes de transmissão da TIM, o primeiro fator em favor do satélite é a disponibilidade geográfica total, "As operadoras vão avançar cada vez mais em locais onde a fibra não chega", disse Botelho. O segundo fator em favor dos satélites é o tempo de implantação. "Enquanto fibra leva meses ou anos e mesmo os links de rádio podem levar meses para serem implantados, o satélite dá capacidade quase imediata", diz o executivo da TIM. "Sempre se disse que o satélite não performa em dados, mas isso não é verdade". A TIM hoje tem cerca de 10% de seus sites conectados por satélite (cerca de 2.200 pontos), sendo que a maior parte (85%) é para o atendimento de escolas em regiões sem acesso. Para 4G, o uso de satélites ainda é pequeno, apenas 122 pontos, mas a tendência é de crescimento. Mas a expansão da rede deve ampliar esse número. "A implantação de fibra vai ficando mais complicada". 

Obviamente, há pontos negativos. "O custo do gigabyte ainda é um desafio e o sistema é pesado no custo operacional. Houve progressos e estamos convencidos que é uma solução que atende e tem escala, mas precisa resolver o custo", diz Guilherme Botelho. Ele explica que hoje a implementação de umbackhaul por satélite tem um investimento (Capex) baixo, mas o custo operacional acaba sendo alto porque o modelo de remunerações do mercado de satélites não é por tráfego ou usuário. "O modelo de revenue share é algo que estamos testando em RFIs junto ao mercado, mas existem problemas jurídico-regulatórios que complicam um pouco esse tipo de solução", diz ele. A questão da latência do satélite não tem sido um problema, e se for, diz o executivo, as constelações de órbita baixa e média podem suprir essa lacuna.

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