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Congresso de satélites
Novo foguete reutilizável da Blue Origin será lançado até final de 2020
terça-feira, 14 de agosto de 2018 , 12h32

Atualmente focada em voos suborbitais, a Blue Origin trabalha com uma meta de lançamento até o final de 2020 de seu novo foguete reutilizável de voo orbital, o New Glenn. Ariane Cornell, diretora comercial da companhia de Jeff Bezos, dono da Amazon, afirma que a experiência conseguida com o veículo de menor porte, o New Shepard, será utilizada no novo modelo – ele terá mais de 100 metros com seus dois estágios, maior até do que o Saturn V, que levou a missão Apolo 11 à Lua há 49 anos. "Queremos voar no final de 2020, estamos bem no design, a fábrica está completa, estamos preenchendo com maquinário", afirma. Ela ressalta que é uma "data agressiva", mas que a companhia já conta com 500 funcionários trabalhando na produção.

A estratégia é utilizar o New Glenn para lançar tanto satélites de órbita geoestacionária (GEO) quanto a de baixa órbita (LEO). "Com o lançamento duplo, vai ter mais flexibilidade e menos atrasos de cronograma", afirmou Cornell durante apresentação no Congresso Latinoamericano de Satélites nesta terça, 14. O foguete terá 45 toneledas cúbicas de capacidade para artefatos LEO e 13 toneladas cúbicas para GEO. "Os satélites GEO estão ficando maiores, mas podemos acomodar, podemos colocar ambas as partes no mercado. Por isso, quanto maior, melhor", declara.

"Estamos otimistas porque aterrissar com um foguete grande será mais fácil do que com o New Shepard", explicou ela. "É muito difícil balancear uma caneta na sua mão, mas uma vassoura é mais fácil", comparou. Para reduzir custos, a Blue Origin fala em reusabilidade operacional, o que inclui não retirar o motor do veículo entre lançamentos. O equipamento é o primeiro de combustão rica em oxigênio a ser construído nos Estados Unidos e já está em fase de testes – o último executado na Flórida na sexta-feira, 10.

Ao menos por enquanto, a intenção da companhia de Jeff Bezos é de manter a base de lançamento na Flórida. Ariane Cornell diz que a empresa está focando em grandes passos, mas de forma segura e sustentável. Contudo, a executiva indica que haveria alguma possibilidade futura. "Somos uma companhia internacional por natureza, vamos ver", conclui.

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