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Estratégia
América Móvil planeja adicionar até 2 mil novos sites no Brasil
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018 , 15h17

[Atualizada] O grupo América Móvil pretende investir entre 5% e 10% mais neste ano do que em 2017 em suas operações, podendo chegar a US$ 8 bilhões. A informação foi dada pelo CEO da companhia mexicana, Daniel Hajj, durante teleconferência dos resultados nesta quarta-feira, 14. Dentro dessa quantia, está incluso o Capex para o Brasil, com a Claro, Embratel e Net. A intenção é modernizar a infraestrutura de rede, incluindo a construção de mil a 2 mil sites para melhorar a cobertura móvel.

De acordo com o executivo, o plano do grupo para 2018 é investir na melhora de qualidade em suas subsidiárias, como a cobertura no México, a marca de um milhão de homes passed em TV e banda larga na Argentina e a aceleração da modernização no Brasil. "Quando falo em modernização, falo em adicionar equipamentos, modernizá-los em torres de celular, e talvez façamos de 2 mil a mil sites no Brasil ou mais", declara Hajj.

A ideia é aplicar na operação brasileira o planejamento de controle de custos e eficiência que já está em andamento no mercado doméstico. "No México e no Brasil, estamos com controle de custos e gastos, temos cuidado no Brasil, onde estamos bem disciplinados. Estamos sendo bem eficientes em custos nas redes", declara. No mercado mexicano, entretanto, ainda não há definição se haverá novos sites, mas há planos para melhorar a cobertura externa e indoor, além da capacidade de rede.

Tudo estará incluído no planejamento do Capex para este ano, que ainda não está finalizado. A expectativa é que os investimentos cresçam "entre 5% a 10%" no ano. "Acho que o guidance para este ano seria de cerca de US$ 8 bilhões", afirma. Em 2017, a companhia dedicou 136,7 bilhões de pesos mexicanos, ou US$ 7,35 bilhões, em Capex. A quantia incluirá ainda frequências e modernização de rede com fibra e fotônicas, que é a modernização da gestão do tráfego, "muito importante" para "consolidar IP e ser mais eficaz em custos de dados".

Estratégia no Brasil

Perguntado se haveria interesse em um futuro leilão de frequências da Anatel com as sobras de 700 MHz ou mesmo de espectro em 5G, Daniel Hajj desconversou. "Na 5G é ainda muito cedo. Estamos lançando nossa rede 4,5G lá no Brasil, (tem sido) muito bem sucedida, estamos muito felizes e nossos clientes também", declara, referindo-se à ativação da rede LTE-Advanced Pro, que agrega portadoras das frequências de 700 MHz e de 1.800 MHz (através de refarming) em conjunto com a de 2,5 GHz, além de usar tecnologia de múltiplas entradas e saídas (MIMO) 4×4 e a modulação de 256 QAM, que permite maior eficiência espectral, transmitindo maior volume de dados simultaneamente.

A inevitável pergunta sobre consolidação no mercado brasileiro também foi endereçada: ainda não seria o momento. "Não ouço muitas coisas de M&A agora", declara o CEO da América Móvil.  Já no quesito compartilhamento de infraestrutura, ele mostra mais abertura, considerando os próximos passos da Oi. "Acho que vão ter acordos de compartilhamento com alguns, mas não temos falado com eles. Estamos abertos a discutir tudo com todo mundo, mas não sei qual será a estratégia com a Oi. Acho que em dois ou três anos estarão tentando reestruturar a dívida, eles têm muita coisa a fazer no momento", analisa.

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