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Crise da Oi
Auditoria aprova viabilidade de plano de RJ da Oi
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017 , 19h22

De acordo com laudo elaborado pela auditoria da assessoria empresarial Ernst & Young, o Plano de Recuperação Judicial da Oi é viável financeiramente, desde que o aumento de capital de R$ 4 bilhões, financiamento adicionais e demais formas de captação de recursos sejam concretizados. O documento foi publicado na Comissão de Valores Mobiliários nesta quarta-feira, 13, e traz ainda projeções para o desempenho da companhia, que só voltaria a dar lucro em 2024.

O laudo considera que a Oi busca medidas para geração de caixa para honrar as obrigações financeiras, e que o Plano contempla investimentos para elevar qualidade de serviços e competitividade. Também ressalta que a companhia pretende equacionar o passivo, voltando a apresentar saúde financeira, e que para aumentar a liquidez, deverá promover alienação de ativos.

"Nesse contexto, concluímos que a aprovação do PRJ, a concretização dos aumentos de capital e captação de recursos de terceiros, bem como a consolidação das premissas previstas, possibilitarão a superação da atual crise financeira, viabilizando a continuidade de suas operações, considerando as premissas existentes no cenário econômico apresentado", conclui o laudo. Vale notar, contudo, que a auditoria da E&Y não considera eventuais mudanças no cenário regulatório, como a aprovação do PLC 79/2016.

Prejuízo até 2023

De acordo com as previsões no laudo, a receita líquida para este ano será de R$ 23,850 bilhões, o que já representa uma queda de 5,22% em relação a 2016. Em 2018, ainda haveria mais queda (1,40%), passando a R$ 23,516 bilhões. De 2019 em diante, contudo, a auditoria prevê crescimentos sucessivos na receita, com um avanço médio de 5,69% até 2027, quando registraria R$ 38,674 bilhões.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBTIDA) deverá mais do que duplicar no período, pela previsão da EY. Embora também registre redução em 2017 (3,15%, total de R$ 6,048  bilhões), já em 2018 haverá recuperação, depois crescendo em dois dígitos de 2020 a 2025. No total de dez anos, a previsão é de crescimento médio de 10,24%, encerrando 2027 com R$ 14,608 bilhões. A margem EBTIDA passará de 25,36% neste ano para 37,77% ao fim do período.

Por sua vez, o laudo estima que a companhia deixará de ter prejuízo líquido somente a partir de 2024. A empresa reduzirá o prejuízo neste ano (de R$ 6,105 bilhões para R$ 1,103 bilhões), mas haverá um prejuízo maior a partir de 2018, com a recuperação judicial em andamento (R$ 4,040 bilhões). De 2019 até 2023, haverá uma redução nesse montante, para finalmente, em 2024, a Oi passar a registrar lucro de R$ 197 milhões. Ao final de 2027, a previsão é de lucro líquido de R$ 3,315 bilhões.

Os custos e despesas também crescerão: de R$ 17,802 bilhões em 2017 para R$ 24,066 bilhões dez anos depois. Já o fluxo de pagamento aos credores da RJ deverá progredir sucessivamente de 2019 até 2025, quando totalizaria R$ 11,862 bilhões em pagamento. Após uma oscilação, o montante seria reduzido a partir de 2029 (R$ 5,332 bilhões) até 2042, quando a companhia ainda estaria pagando R$ 127 milhões a credores da Classe 3.

No fluxo de caixa operacional (calculado a partir do EBTIDA e incluindo variação de capital de giro, impostos, investimentos, dívidas, plano de pagamentos a credores e outros dispêndios), a EY considera que entre 2018 e 2027 haverá uma injeção bruta de recursos de aproximadamente R$ 17,5 bilhões. Assim, o fluxo de caixa operacional subirá de R$ 4,575 bilhões em 2016 para R$ 11,715 bilhões ao final do período, um crescimento médio anual de 12,65%.

A Oi projeta um fluxo de caixa de investimentos anuais de R$ 6,1 bilhões, sendo que o triênio 2018-2020 há uma média de R$ 6,9 bilhões. Depois desse período, o projetado é de haver uma redução para média de R$ 5,3 bilhões entre 2021 e 2023, e de R$ 6,2 bilhões entre 2024 e 2027.

Já o saldo do caixa, incluindo impacto do plano da RJ, cairá de R$ 7,849 bilhões em 2016 para R$ 4,319 bilhões em 2023. A partir do ano seguinte até 2027, ficará estável em R$ 4 bilhões.

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