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Setor discute aplicações e desafios da banda larga no País
terça-feira, 13 de setembro de 2011 , 19h51 | POR REDAÇÃO

Se há um ponto em que todo o mercado parece concordar é que o crescimento das aplicações sobre a banda larga é fundamental para impulsionar a penetração do serviço no Brasil. Para o assessor do ministério das Comunicações, James Gorgen, “o País precisa construir uma agenda digital que vá além da questão das estradas digitais e trate também do que circula sobre essas estradas”. Para ele, essa agenda deve incluir questões como a implantação de cidades digitais e o estimulo de aplicações como telemedicina, educação à distância, distribuição de conteúdos nacionais e ainda serviços governamentais ao cidadão.

Para o diretor de marketing móvel da Telefônica/Vivo, Daniel Cardoso, o maior desafio “talvez seja criar serviços que criem rapidamente percepção de valor para o usuário”. O Detran de São Paulo, por exemplo, está digitalizando todos seus processos e os serviços estão disponíveis para o cidadão através do portal do órgão, lembra o presidente da Prodesp, Célio Bozola, durante debate na Futurecom 2011.

O responsável pela Ericsson Brasil, Eduardo Ricotta, concorda, e enfatiza que com o uso da banda larga, é possível ganhar 10% de eficiência nos investimentos. “Dos R$ 130 bilhões que o Brasil pretende investir em saúde e educação nos próximos anos, usando serviços sobre banda larga o País poderia economizar R$ 13 bilhões para serem aplicados em outros projetos”, calcula Ricotta.

Desafios

Na opinião de Zeinal Bava, presidente da Portugal Telecom, um dos controladores da Oi, para garantir o preço e a qualidade da banda larga fixa é preciso ter um equilíbrio entre as ofertas fixas e móveis. “O futuro passa por conseguir conciliar as diferentes tecnologias para atender à demanda do 1,1 bilhão de dispositivos pessoais conectados que esperamos para 2013”, afirma.

Para o presidente da TIM Brasil, Luca Luciani, o grande desafio consiste na expansão das coberturas 3G e promover maior inclusão na banda larga móvel. “Mesmo após quatro anos de 3G, não temos uma cobertura boa; e embora a penetração da telefonia móvel já ultrapasse 100%, nem 20% dos brasileiros têm nas mãos um telefone capaz de acessar à Internet”, aponta. Luciani voltou a ressaltar que sem compartilhamento de infraestrutura, não há como fazer uma boa cobertura 3G e calcula que para massificar o uso de smartphones no País seria preciso incentivos fiscais para reduzir pela metade o custo de entrada de um smartphone. “Com compartilhamento de infraestrutura e smartphones abaixo de R$ 100 conseguiríamos fazer a penetração de banda larga móvel do Brasil passar a do Canadá e dos EUA, que estão em torno de 40%, 45% atualmente”, conclui.

O conselheiro da Anatel, João Rezende, lembrou que o regulamento do Plano Geral de Metas de Competição (PGMC), em consulta pública até 8 de outubro, propõe mais transparência na utilização da infraestrutura e compartilhamento para evitar que a duplicação de infraestrutura acabe encarecendo os serviços ao consumidor. “Esperamos que as empresas consigam se entender, se harmonizem, para que o País não desperdice recursos com infraestrutura. E se as empresas não se entenderem, vamos ser obrigados  a intervir no mercado, o que não é bom”, adverte. Os executivos participaram de painel da Futurecom 2011 nesta terça-feira, 13.

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Principal encontro independente de debate e reflexão sobre políticas setoriais dos setores de telecomunicações e Internet. Organizado há 17 edições pela TELETIME e pelo Centro de Estudos de Políticas de Comunicações da Universidade de Brasília (CCOM/UnB), o evento congrega reguladores, formuladores de políticas, acadêmicos, empresas e analistas para um debate aberto sobre os temas mais relevantes e que serão referência ao longo do ano. Em 2018, estão em discussão uma agenda possível para o setor, o impacto do cenário eleitoral sobre as telecomunicações, a atuação  do Congresso Nacional sobre as políticas do setor de telecomunicações e Internet e as referências regulatórias internacionais.

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