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Balanço financeiro
Algar cresce na receita puxada por dados e corporativo
segunda-feira, 13 de agosto de 2018 , 12h13

Impulsionada pelo segmento corporativo em geral e o desempenho dos serviços de dados na área do consumidor final, a Algar Telecom mostrou crescimento na receita. A companhia mineira divulgou na noite da sexta-feira, 10, seu balanço financeiro referentes ao segundo trimestre e ao primeiro semestre deste ano. A receita líquida da operadora totalizou R$ 705,8 milhões no trimestre, um aumento de 5,2%. No semestre, foi de R$ 1,412 bilhão, aumento de 6,7%.

Por sua vez, a receita bruta de telecomunicações avançou 3,8% no trimestre (total de R$ 665,4 milhões), e 5,2% (R$ 1,331 bilhão) nos primeiros seis meses do ano. O segmento B2B mostrou crescimento: 8,8% no trimestre, total de R$ 383 milhões; e 9,1% no semestre, acumulando R$ 758,1 milhões. Grande parte dessa receita corporativa veio da banda larga, que avançou 13,8% no trimestre (R$ 301,9 milhões) e 16% no semestre (R$ 607,3 milhões).

No segmento de consumidor final, houve queda no trimestre de 3,4%, totalizando R$ 287,2 milhões, enquanto no semestre ficou relativamente estável (recuo de 0,1%, total de R$ 586,3 milhões). Destacam-se no B2C todas as receitas relacionadas a dados. Houve avanço de 416,2% em SVA móvel, que totalizou R$ 20,2 milhões no trimestre. A banda larga móvel, por sua vez, totalizou R$ 43,7 milhões no período, avanço de 12,6%. E a banda larga fixa cresceu 6%, ficando em R$ 80,1 milhões. Por outro lado, caíram as receitas de voz fixa (recuo de 10,6%) e móvel (36,6%), além da TV por assinatura (17,5%). A Algar afirma as quedas em voz são decorrentes de maior uso de SVAs.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBTIDA) avançou 23,6% e encerrou o período de abril a junho com R$ 255,6 milhões. No semestre, o aumento foi de 23,7%, totalizando R$ 466,2 milhões. A margem EBITDA foi de 36,2%, aumento de 5,6 pontos percentuais. E no semestre, foi de 33%, avanço de 4,5 pontos.

No trimestre, o lucro líquido da companhia foi de R$ 79,9 milhões, aumento de 22,5% no comparativo anual. Já no semestre foi de R$ 135,9 milhões, avanço de 38,1%.

A companhia mineira afirma que os investimentos ocorridos no segundo trimestre do ano foram 38% maiores do que no mesmo período de 2017, impulsionados pela expansão de redes no segmento de telecomunicações. No total, foram R$ 134,4 milhões nos três meses, dos quais R$ 110 milhões (82%) foram para expansão de redes e clientes.

Operacional

A Algar fechou o primeiro semestre de 2018 com um total de 2,286 milhões de unidades geradoras de receita (UGRs), um aumento de 0,6%. Desses, 457 mil eram de banda larga fixa (avanço de 7,7%), dos quais 236 mil eram de conexões com velocidades acima de 10 Mbps – um aumento de 28,2% e, a partir do segundo trimestre, já como a maioria das conexões fixas da operadora.

A telefonia fixa aumentou 1,1% e encerrou junho com 543 mil UGRs. Por sua vez, a TV por assinatura caiu 3,4% e encerrou junho com 87 mil UGRs.

Já a telefonia móvel caiu 1,8% e ficou em 1,199 milhão de UGRs. Enquanto o pós-pago apresentou crescimento de 13,8% (total de 331 mil acessos), o pré-pago caiu 6,6% e ficou em 868 mil linhas. Com a melhora do mix, a receita média por usuário (ARPU) do celular aumentou 3,7% e ficou em R$ 20,46 em junho.

COMENTÁRIOS

1 Comentário

  1. Erick Nilson Correa e Nilson disse:

    A Algar so chega no Sul de Goias, Triangulo Mineiro e perto de Ribeirao Preto, mas ja deveria ter expandido sua cobertura movel rumo a Goiania e Brasilia (o eixo mais rico do Centro Norte do Brasil).

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