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Pesquisa
Pesquisa mostra índice elevado de celulares de segunda mão e aumento de roubos
sexta-feira, 13 de julho de 2018 , 20h05

(Matéria produzida com conteúdos da Mobile Time)  Em meio às discussões sobre o bloqueio de celulares clandestinos que entram no Brasil sem certificação, chama a atenção o dado trazido pela pesquisa realizada pela Mobiletime/Opinion Box acerca do uso de celulares de segunda mão pelos brasileiros, e do elevado índice de furtos. Uma das hipóteses colocadas pelas teles é que o bloqueio dos celulares que entram no mercado sem certificação pode aumentar o índice de roubos de aparelhos, já que nesses casos, em geral, o IMEI está válido e raramente as vítimas dão queixa e bloqueiam os aparelhos junto às operadoras.

Hoje, segundo a pesquisa, os altos preços dos smartphones top de linha e a constante rotatividade de aparelhos servem de combustível para alimentar um intenso mercado de telefones celulares usados no Brasil. De acordo com pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box, 39% dos internautas brasileiros já compraram um celular usado pelo menos uma vez na vida.

Mas nem todos conhecem a procedência do telefone usado que compram. Um pouco mais da metade, ou 57%, têm certeza que o último celular usado que compraram não era roubado. 25% acreditam que não era roubado. 14% não sabem dizer se era roubado ou não. 2% acreditam que era roubado. E 2% têm certeza que era roubado.

A falta de certeza, por parte do consumidor, sobre a procedência de celulares de segunda mão indica a necessidade de a indústria promover campanhas sobre o assunto, para garantir que a população não alimente o mercado clandestino de celulares roubados, comprando apenas produtos de segunda mão cuja procedência possa ser verificada.

Os dados fazem parte da nova edição da pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box sobre roubo de celulares. Foram entrevistados 2.072 internautas brasileiros de todo o País entre maio e junho deste ano. A pesquisa tem validade estatística, com grau de confiança de 95% e margem de erro de 2,2 pontos percentuais. O relatório completo está disponível para download aqui.

A mesma pesquisa revela um crescimento alarmante da proporção de internautas brasileiros que já tiveram um telefone móvel roubado ou furtado. Em 12 meses, essa proporção subiu 10 pontos percentuais, passando de 39% para 49%. Ou seja, hoje, metade dos internautas brasileiros já teve um celular roubado ou furtado pelo menos uma vez na vida.

Na pesquisa anterior, 38% das vítimas haviam sido roubadas/furtadas há menos de um ano. Agora, o percentual subiu para 45%. A maioria (62%) foi vítima apenas uma vez na vida; 35%, duas ou três vezes; enquanto 4% de azarados ou descuidados perderam o aparelho quatro vezes o mais. Em média cada vítima teve 1,55 celular roubado/furtado.

O Panorama Mobile Time/Opinion Box também constatou que o roubo de celular é mais comum que o furto. 63% das vítimas informam que da última vez foram roubadas, enquanto 37% foram furtadas.

Crise na segurança pública, alto índice de desemprego, smartphones a preços proibitivos e a facilidade de compra e venda de aparelhos usados em mercados clandestinos estão entre os fatores que contribuem para esse aumento, dizem os entrevistados.

A pesquisa revela também o perfil das vítimas, por gênero, idade e classe social. E verifica qual costuma ser o seu comportamento após perder o aparelho (se faz ou não boletim de ocorrência, se compra um celular melhor ou pior que o anterior etc).

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