OUTROS DESTAQUES
Direito do consumidor
Automatização no exercício do direito é inevitável, dizem especialistas
sexta-feira, 13 de julho de 2018 , 20h11

(Matéria originalmente publicada por Mobile Time) Há duas semanas, a OAB anunciou a instauração de uma comissão para analisar o uso de bots e de inteligência artificial no exercício do direito. A motivação é um receio quanto à "industrialização" do direito, que poderia ferir o código de ética dos advogados. Especialistas entrevistados por Mobile Time não têm dúvidas: essa automatização é inevitável, mas é bem-vinda.

"Lemos noticias sobre como a inteligência artificial vai substituir diversos trabalhos, inclusive o de advogado. Esse tipo de notícia gera alarde grande e dá uma perspectiva errada sobre inteligência artificial", comenta Eduardo Magrani, advogado e pesquisador do ITS-Rio. E complementa: "Não temos como controlar a onda de inteligência artificial. Logo, temos que parar de olhar pelo prisma da rivalidade homem/máquina e sim do aumento da demanda e do ganho de eficiência dos advogados".

O professor da FGV e especialista em tecnologia e inovação Arthur Igreja acredita que as tarefas mais simples e repetitivas dos advogados serão invariavelmente substituídas por robôs. "Não se trata de não usar bots, mas entender aonde cabe usá-los. As tarefas monótonas e repetitivas serão delegadas para um software. É como um engenheiro que antes calculava na mão e agora usa uma calculadora", compara Igreja.

Ou seja, a automatização trará mais eficiência para o trabalho do advogado, que poderá dedicar seu tempo a trabalhos mais intelectuais e estratégicos. É esperado que a automatização seja aplicada também do lado dos juizes, para desafogar os tribunais.

Mas, claro, é preciso que sejam estabelecidos limites, e é isso que a comissão da OAB procura. Por exemplo, sempre será necessário haver um advogado responsável por uma ação. Tal responsabilidade não poderá ser repassada para um robô.

"Embora seja difícil defini-los, é importante que haja limites. É da natureza do ser humano: a gente anseia por liberdade, mas quer que alguém nos proteja", conclui Igreja.

COMENTÁRIOS

Nenhum comentário para esta notícia.

Deixe o seu comentário!

EVENTOS

O mercado de TV por assinatura mudou. Operadores, programadores e canais se adaptam a um novo tempo em que a não-linearidade, a distribuição multiplataforma e novas formas de engajamento e interação entre telespectadores e conteúdos passa a ser a regra. Neste evento, uma reflexão sobre o presente e o futuro da indústria no Brasil, seus principais desafios, os caminhos que estão surgindo, as principais inovações e as tendências globais mais relevantes. Um evento organizado com a expertise e a curadoria editorial das publicações TELA VIVA, PAY-TV e TELETIME. Mais informações pelo email eventos@teletime.com.br

30 de julho a 31 de julho
WTC Events Center – São Paulo, SP, SP, Brasil
EVENTOS

O mercado de TV por assinatura mudou. Operadores, programadores e canais se adaptam a um novo tempo em que a não-linearidade, a distribuição multiplataforma e novas formas de engajamento e interação entre telespectadores e conteúdos passa a ser a regra. Neste evento, uma reflexão sobre o presente e o futuro da indústria no Brasil, seus principais desafios, os caminhos que estão surgindo, as principais inovações e as tendências globais mais relevantes. Um evento organizado com a expertise e a curadoria editorial das publicações TELA VIVA, PAY-TV e TELETIME.

30 de julho a 31 de julho
WTC Events Center – São Paulo, SP, SP, Brasil
Top