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Estratégia
5G terá cronograma agressivo, prevê Cisco
quarta-feira, 13 de junho de 2018 , 11h53

Com a arquitetura non-standalone aprovada pelo 3GPP e programada para ser lançada comercialmente ainda este ano, a quinta geração de redes móveis deverá começar a sair do papel em breve. Na visão do vice-presidente e global manager de mobilidade da Cisco, Kishen Mangat, há um cronograma agressivo para a implantação da 5G para tentar combater a tendência de redução de margens com alta de investimentos para lidar com a demanda de tráfego, ao mesmo tempo em que as operadoras descentralizam a rede.

"O desafio é o custo por bit, mas tem um potencial para novos fluxos de receita em enterprise (corporativo) e IoT. Se olhar para o 4G, era sobre dados para o consumidor, o 5G é mais sobre serviços na ponta para enterprise", analisa.

Mangat entende que serviços de baixa latência serão o grande chamariz para a nova tecnologia, especialmente em transporte e logística para o lado das empresas, e em realidade aumentada e realidade virtual no lado do consumidor. Por isso, ele enxerga que há a necessidade de pensar em interface de programação de aplicações (API) na camada IP.

Outro aspecto que precisará receber impulso para a chegada da 5G é a transição para a virtualização, especialmente com as redes definidas por software (SDN, na sigla em inglês). "Eu diria que [a adoção] do core de rede móvel é um dos mais rápidos entre os players de SDN nos últimos três ou quatro anos", diz Mangat. A Cisco conta com mais de 400 clientes com esse tipo de serviço, e a intenção é levá-los também à transição para o cloud.

Contexto político

Além do contexto da 5G, Kishen Mangat entende que o momento do mercado é "interessante, não apenas no político, mas em geral" pela complexidade das relações comerciais e a dinâmica da indústria de tecnologia. Por isso mesmo, entende ser difícil prever tendências, mas apenas a reagir com adaptação.

Um dos campos de batalha no qual a Cisco atua é na concorrência com gigantes como a Huawei. Na visão dele, a chinesa está mais focada no mercado móvel e de handsets, embora haja sobreposição de "algumas linhas de produtos". Porém, ressalta que a fornecedora norte-americana foca mais no mercado enterprise, com foco em IP e na abordagem multifornecedor. "O fato de não termos uma tecnologia de rádio faz da gente ser um parceiro mais relevante no caso de não haver confiança [da parte do cliente], e segurança também é uma área onde não temos tanta competição com ela", analisa Mangat. Segundo o executivo, os clientes da Cisco não chegaram a ter problema de confiança com a marca.

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