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Fusão Oi/BrT
Reestruturação da Oi pode acontecer sem envolver Brasil Telecom
quinta-feira, 13 de março de 2008 , 19h13 | POR RUBENS GLASBERG

Cresce a hipótese de que as reestruturações envolvendo Brasil Telecom e Oi saiam apenas parcialmente. Segundo apurou este noticiário junto a duas fontes próximas às negociações (cada uma de um lado das conversas), pode acontecer de em um primeiro momento apenas a reestruturação societária da Oi ser feita, dando alternativa àqueles acionistas que querem sair do negócio. Essa operação seria, inclusive, apoiada financeiramente pelo BNDES, por meio de debêntures conversíveis e outras formas de renda variável, o que seria convertido em participação ou não em um prazo de 8 a 10 anos, caso o negócio seja bom.
A outra operação, que deveria acontecer de forma simultânea, e que envolve a compra do controle da Brasil Telecom, ficaria para depois, ou até seria descartada.
Hoje, os acionistas que desejam sair da Oi são GP, Banco do Brasil e Citibank. Os que desejam permanecer, inclusive ampliando suas participações, são BNDES, Andrade Gutierrez e La Fonte (do empresário Carlos Jereissati). Apenas esta reestruturação já teria grande valor para empresa, diz uma fonte.

O problema

Já a situação dos fundos de pensão, acionistas da Telemar e da Brasil Telecom, é mais complexa, porque eles dependeriam da venda do controle da BrT para ampliarem sua participação na Oi.
Esta operação, contudo, está bem mais complicada, pois existe uma determinação de que a compra do controle da BrT pela Oi só aconteça sem o Opportunity dentro e de forma blindada contra qualquer ação futura de Daniel Dantas. Como o diálogo com o Opportunity tem sido feito pelos fundos e pelo Citibank e até agora não se chegou a um acerto que dê essa garantia, a fusão com a Brasil Telecom pode ficar para um segundo momento, dizem os interlocutores, ou a Brasil Telecom pode seguir um outro caminho que não envolva a Telemar. Vale lembrar que Daniel Dantas também tem uma parte importante das ações da Oi.

Mudança de rumos

Este noticiário já havia publicado, em janeiro, que a chance de a fusão sair era a mesma de não sair, segundo um presidente de um dos fundos de pensão envolvidos. Seriam muitas variáveis complicadas para serem acertadas, e a principal delas era Daniel Dantas. Na ocasião, a fusão era dada como certa na imprensa, e o nome Opportunity sequer aparecia nas reportagens. Ontem, este noticiário informou que o BNDES já cogita a hipótese de esperar a reestruturação do marco legal para só então anunciar qualquer coisa, o que indica também que está sendo buscado um tempo adicional para as negociações.

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