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Mobile World Congress
Para Vodafone, internet é o futuro do celular
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008 , 11h19 | POR SAMUEL POSSEBON, DE BARCELONA

A telefonia celular virou um negócio de banda larga e internet. É nesta direção que as maiores operadoras do mundo estão navegando, e é essa a tendência, iniciada há cerca de dois anos, que se consolida de maneira definitiva nesta edição do Mobile World Congress, que acontece esta semana em Barcelona. A aposta do mercado de internet, além de representar um adicional de receita monumental para as operadoras e um mercado inteiramente novo, está também ligada à possibilidade de oferta de novos serviços e de integração de plataformas. Tudo fica mais simples no mundo IP. As operadoras de telefonia celular só têm a ganhar com a banda larga. Por outro lado, outras operadoras que hoje estão no mercado de banda larga, como teles fixas e operadores de cabo, têm dificuldade de oferecer mobilidade. Daí o entusiasmo da indústria móvel.
Segundo Arun Sarin, CEO da Vodafone, que abriu a conferência nesta terça, dia 12, a receita de dados de sua operadora (que tem 250 milhões de assinantes) cresceu 40% em um ano. E a Vodafone tem hoje "apenas" 20 milhões de clientes na plataforma 3G. "Os usuário querem mobilidade, internet e banda larga", diz Sarin, lembrando que esse é um momento único de alinhamento de diversos fatores. "Há anos falamos de internet, mas pela primeira vez a indústria móvel tem as redes, os handsets, as aplicações e os preços que tornarão isso uma realidade. A cadeia está completa pela primeira vez, por isso essa é nossa aposta para o futuro". Arun Sarin lembrou que o mercado de internet móvel ainda está restrito a cerca de 5% dos clientes, e que isso precisa ser expandido rapidamente.

Simplicidade e publicidade

"Para conseguirmos ampliar esse número, é preciso que haja uma redução no número de sistemas operacionais. Hoje temos 30, 40 sistemas operacionais em diferentes handsets. Não queremos um, mas quatro ou cinco sistemas operacionais apenas tornariam as coisas mais simples". Ele também chama a atenção para a necessidade de redes mais rápidas.
"O celular é uma nova mídia. A internet abre a nós operadores uma nova oportunidade de receita, que é a publicidade. Hoje, somos uma mídia que sabe com muita precisão quem está na outra ponta, o que outras mídias não sabem". Para Sarin, é papel do operador ser não apenas provedor de rede, mas explorar os serviços também.

Mercados emergentes

O presidente da Vodafone chama a atenção para o papel dos mercados emergentes. A empresa, que está presente na Índia, ganha quase 1 milhão de clientes ao mês naquele mercado. "Nesses mercados em desenvolvimento, temos que ficar atentos ao crescimento dos serviços de dados, porque são áreas em que boa parte dos usuários não têm acesso à internet por outros meios. Não devemos deixar nenhuma parte do mundo para trás", disse Sarin, em tom quase messiânico.
A palestra de Sarin apontou mais ou menos os mesmos caminhos da apresentação de John Chambers, presidente da Cisco, que também vê um papel decisivo dos mercados emergentes na evolução da indústria de comunicações. Chambers lembra que a busca por ubiqüidade nas comunicações demanda redes inteligentes.

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