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Estratégia
Intel busca se diferenciar da competição em 5G com estratégia fim a fim
terça-feira, 11 de setembro de 2018 , 21h57

A estratégia da Intel para competir na futura chegada da tecnologia 5G é de abordar o ecossistema de forma mais ampla. A vice-presidente e gerente geral da área de plataformas de rede da Intel, Sandra Rivera, reiterou essa visão da empresa durante apresentação no Intel 5G Summit nesta terça-feira, 11, em Los Angeles, Estados Unidos. "Temos uma estratégia fim a fim, com modems 5G New Radio", afirmou ela. "A tecnologia precisa de infraestrutura forte, e a Intel está fazendo isso, investindo em ecossistema com padrões open source e de indústria, reduzindo as barreiras de entrada", declara.

O vice-presidente da área de programa e estratégia 5G da Intel, Alexander Quach, garante que a estratégia da empresa é diferente de outras fornecedoras. "Somos bem diferentes da Qualcomm, ela não trabalha no ambiente de rede", destaca. "Nossa habilidade de fazer a 5G funcionar está na rede e nos dispositivos", complementa. O executivo ressalta que há várias soluções baseadas em servidor na qual a empresa trabalha com parceiros, e que isso traz objetivos diferentes. "Não temos nada a ver com a Qualcomm, eles têm modems single mode (apenas 5G), nós temos um multimodo (capaz de conexão 3G, 4G e 5G), que entendemos ser crítico para o mercado e que será lançado no segundo semestre de 2019", reforça. "É como comparar maçãs e laranjas."

Tampouco a comparação com a Huawei é bem-vinda. "Nós fornecemos para eles, que têm equipamentos baseados em [soluções] Intel. Não consideramos ea Huawei como competição nessa perspectiva", avalia. Quach destaca ainda que a fabricante chinesa conta com integração vertical, mas apenas fornece modems para dispositivos próprios.

PCs com SIMcards

Um ponto na qual a Intel já é forte é no mercado de computadores, e com a 5G aparece a oportunidade de conectividade de rede móvel mais robusta do que o LTE atual. No entanto, Quach mostra que ainda há incertezas para que esse modelo vingue no mercado. O executivo entende que há uma demanda do consumidor, que quer no notebook a mesma conectividade integral que já têm em seus smartphones. Mas destaca barreiras, como o custo adicional no produto final. "O Wi-Fi é bem mais barato por usar espectro não licenciado, e a certificação de aparelhos com antena de rede móvel é mais cara", afirma. "Mas o ecossistema está bem motivado. As empresas entendem as barreiras, sabemos quais são. A questão é como ficaremos adicionando custo a operadoras, fabricantes e fornecedores."

Espectro

A Intel conta com participação em equipes de padronizações e de código aberto, incluindo representações nos times da IEEE e do 3GPP. Alexander Quach ressalta que a companhia está focando em provas de conceito para ressaltar as possibilidades de economias e eficiências, mas equipes de políticas governamentais e de padronização tentam "harmonizar o espectro ao máximo", citando aplicações bem sucedidas com frequências como de 28 GHz – faixa na qual o Brasil adota posição contrária devido a conflitos com a banda Ka em satélite. "Tentamos harmonizar com a máxima quantidade de países. Há áreas onde não vão acontecer em 28 GHz, então terão de ficar em 26 GHz, terão de lidar com isso", diz.

* O jornalista viajou a Los Angeles a convite da Intel.

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