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Empresas sugerem grupo de trabalho para resolver interferência do WiMAX na banda C do satélite
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012 , 15h08 | POR HELTON POSSETI

Emissoras de TV, operadoras de satélites e fabricantes de equipamentos de recepção por satélite propuseram à Anatel que se crie um grupo de trabalho liderado pela agência para estudar as soluções de mitigação da interferência dos sistemas terrestres da banda de 3,5 GHz nas antenas parabólicas.

Esse é mais um passo na busca de uma solução para a convivência entre os sistemas terrestres e os sistemas por satélite. O edital para a venda da faixa de 3,5 GHz – importante insumo para os pequenos e médios provedores de Internet – está suspenso desde julho do ano passado, quando terminou a consulta pública e a interferência nas antenas parabólicas foi apontada pelas emissoras de TV e operadores de satélite.

O grupo faria uma análise das características da planta instalada e dos filtros disponíveis no mercado sob o ponto de vista técnico e econômico. A ideia é encontrar um modelo que estabeleça parâmetros seguros para a potência máxima de transmissão, levando em consideração aspectos críticos como atenuação mínima do LNBF, banda de guarda e distância entre as antenas dos dois sistemas.

Além disso, a ideia é mapear a base instalada de antenas parabólicas, com a ajuda da Anatel, dos governos estaduais e municipais e do IBGE, e, assim, identificar as regiões com maior densidade dessas antenas. Paralelamente, o grupo, que também seria composto por representantes de companhias interessadas em explorar a faixa, faria um levantamento das regiões onde o 3,5 GHz despertaria mais interesse. De posse desses dados, o grupo teria uma visão mais clara das áreas onde as interferências entre os dois sistemas seriam mais críticas. As entidades também sugerem que a Anatel estabeleça uma data de corte, a partir da qual as novas antenas parabólicas vendidas seriam registradas no órgão regulador, seguindo um procedimento simplificado a ser desenvolvido pela agência sem que o consumidor fosse onerado.

A proposta foi feita durante uma grande reunião com representante dos diversos setores interessados no assunto que se realizou no último dia 22 de dezembro na Anatel. O encontro foi agendado com o propósito de ser apresentado oficialmente o estudo do CPqD, encomendado pela Anatel, o qual, frente ao pouco tempo disponível, limitou-se a asseverar que o sistema terrestre pode causar interferência nas antenas parabólicas sem apresentar, contudo, propostas de mitigação dessa interferência. O CPqD esclareceu que teve apenas três semanas para elaborar o documento e que o estudo não teve o objetivo de sugerir soluções para os problemas. Vários testes da indústria feitos no passado já mostravam que a interferência existia.

Consultadas a respeito, empresas presentes consideraram a reunião positiva, pois evidenciou a necessidade de estudos voltados para a busca de soluções, que é exatamente o propósito do grupo de trabalho sugerido. As companhias também se mostram confiantes em produzir um relatório conclusivo no prazo previsto para o grupo de trabalho. A Anatel comentou na reunião do dia 22 que a proposta de criação do grupo de trabalho será levada brevemente ao Comitê da Órbita e do Espaço para análise.

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