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Estratégia
Ericsson lança marca do spinoff de mídia, a MediaKind
terça-feira, 10 de julho de 2018 , 12h44

Anunciado em janeiro, o spinoff da divisão de mídia da Ericsson, a Media Solutions, ganhou nova marca e time de liderança. A companhia passará a se chamar MediaKind e terá como vice-presidente sênior de vendas para a América Latina e Caribe o então head de vendas de mídia LATAM da Ericsson Media Solutions, Clayton Cruz. Da mesma forma, o CMO da divisão da fornecedora sueca, Arun Bhikshesvaran, passa atuar também no mesmo cargo na nova empresa. A companhia fez o anúncio global nesta terça-feira, 10, com a estratégia de tornar efetiva a separação entre setembro e outubro deste ano. É nesse período quando a MediaKind ficará com capital formado em 49% para Ericsson e 51% para o fundo de investimentos norte-americano One Equity Partners.

"Esse setup é o melhor possível: vamos ter a Ericsson, que é gigante, e ela terá 49% da MediaKind. Temos todo o apoio e respaldo de uma empresa sólida e global, e temos um dono com 51%, que nos permite agilidade e estar mais próximos ao cliente", declara Clayton Cruz. A companhia já nasce "como uma startup, mas sem dívida", e com uma cartela de 900 clientes e 1.600 funcionários (20 no Brasil). "A One Equity Partners já tem muita experiência em telecom e mídia, comprou empresas como Genband e Zodiac, e é investidor que faz investimento em longo prazo." Até o início do quarto trimestre, quando ocorrerá o spinoff, a empresa atuará em período de transição, trabalhando para migrar funcionários, processos e entidades legais.

Uma vez executado o spinoff, a companhia definirá melhor suas estratégias. De acordo com o executivo, existe a opção de uma abertura de capital. "Não estamos batendo martelo hoje, o IPO pode ser uma opção; se manter como private equity e consolidar, até com outras aquisições, é uma opção também." Apesar de ainda não poder divulgar, a MediaKind dedicará boa parte de seu time (o que deverá se traduzir também no Capex) em pesquisa e desenvolvimento. "Todo nosso investimento hoje está em transformar nossa plataforma em cloud, virtualizada e microsserviços [serviços particionados e individualizados no data center]", explica.

Dentre os 900 clientes estão broadcasters e operadoras, como a Oi, Claro Brasil e Telefônica – neste último caso, manterá o contrato recente com o grupo espanhol para cloud DVR nos 13 países latino-americanos onde a companhia atua, incluindo o Brasil, Colômbia, Peru, Argentina e Chile. No portfólio, a empresa tem soluções que vieram com aquisições de ativos como Envivio, Tandberg e Microsoft (Mediaroom, middleware de IPTV utilizado pela Vivo no País), passando desde compressão, encoding e software até hard compression. De acordo com Cruz, a nova companhia trabalhará na América Latina com vendas diretas e por meio da rede de 10 a 15 canais parceiros, que deverá ficar responsável por pelo menos 30% das vendas. Herdará a estrutura de vendas diretas na região, incluindo Brasil, México e Chile. No mercado brasileiro, o ecossistema de provedores regionais com SeAC, por exemplo, será endereçado via canais.

Futuro

Na visão do executivo, a MediaKind terá flexibilidade para lidar com as tendências de vídeo para o futuro. "A TV tradicional, o IPTV tradicional, não morre. Pode não crescer tanto, mas estará aí. Em cinco anos, ainda teremos soluções dessa base instalada importante. Mas existe, sem dúvida, transição para OTT, e onde temos portfólio baseado em cloud, virtualizado, microsserviços, desde a aquisição do sinal até a distribuição para assinante", declara Clayton Cruz. Diante do cenário de internalização da plataforma de IPTV nos planos do Grupo Telefónica, Cleyton Cruz afirma que a parceria com o grupo espanhol continua, mesmo sem o Mediaroom. "Ajudamos operadoras, embora algumas tenham tomado decisão de fazer plataforma in-house, porque mesmo assim, temos contribuição, como em encoding."

Para o Brasil especificamente, mesmo com o mercado de TV paga em declínio, a perspectiva é positiva para a empresa. "A gente vê o DTH, que é uma tecnologia que está caindo, mas existe migração para OTT. Nosso portfólio é amplo o suficiente que nos permite navegar nessas águas turbulentas, de transição de infraestrutura de hardware para software, e de software para cloud. Não estamos presos em apenas uma vertical", afirma. Da mesma forma, o mercado móvel é outra vertente que a empresa pretende explorar.

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