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Governo não discute mais privatização dos Correios, mas não descarta restruturação
quarta-feira, 10 de janeiro de 2018 , 16h05

O governo não debate mais a privatização dos Correios, mas uma restruturação pode ser uma opção, de acordo com o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Gilberto Kassab. Em entrevista ao programa Por Dentro do Governo, da TV NBR (da EBC) nesta quarta-feira, 10, Kassab não descartou uma eventual desestatização da empresa, mas deixou claro que o assunto não é considerado atualmente. Ele disse que a discussão "não existe na presente gestão (…)", e insistiu que está "recuperando os Correios".

Ainda assim, Kassab entende que poderá haver restruturação, com o desaparecimento de algumas funções, "seja com privatização, parceria ou extinção". A justificativa é que a principal fonte de receita dos Correios, as cartas, vem perdendo importância para outras atividades como a logística – ou seja, a entrega de produtos, ponto particularmente importante para o e-commerce. "E essa migração do seu perfil está sendo acompanhada com muita atenção pela atual gestão, o que permitirá aumentar a receita. E, simultaneamente, trabalhando com redução de custos para que seja uma empresa equilibrada e sadia."

Vale lembrar que também em março do ano passado, os Correios lançaram sua operadora móvel virtual (MVNO), a Correios Celular. A operação é executada em parceria com a EuTV, integradora de redes virtuais móveis, e usa a rede da TIM.

Recuperação

O ministro destacou ainda que a atual gestão estaria buscando a melhora financeira dos Correios após encontrar a empresa com déficit de R$ 2 bilhões, sendo R$ 1 bilhão para o plano de demissão voluntária. "Impomos uma rigorosa recuperação e sua administração financeira foi melhorada. A operação negativa está em R$ 1 bilhão, mas estamos em ajustes, como a venda de imóveis e o ajuste do plano de saúde, o que nos permitirá chegar ao equilíbrio dos Correios", disse ele.

O próprio Kassab afirmava em março do ano passado que a intenção do governo não era a privatização, que só ocorreria se a empresa não conseguisse reverter as perdas. Porém, de acordo com avaliação do Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) de dezembro passado, os Correios continuam com dificuldades: os resultados continuam apontando deterioração da capacidade de saldar dívidas em longo prazo, com aumento do endividamento e dependência de capitais de terceiros. Com isso, o patrimônio líquido encolheu 92,63% entre 2011 a 2016. O relatório diz ainda que a "transferência elevada de recursos para a União" ocasionou em "redução significativa na capacidade de investimentos da empresa no curto prazo".

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