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Huawei quer dobrar unidade de Enterprise em dois anos no Brasil
quinta-feira, 09 de maio de 2019 , 19h19

A unidade brasileira de negócios corporativos da Huawei atingiu a marca de US$ 100 milhões em receitas no ano passado e pode dobrar de tamanho em um intervalo de dois anos a três anos, declarou o presidente da Huawei Enterprise BG na América Latina, Steven Zhu. A afirmação foi realizada nesta quinta-feira, 9, durante evento para o ecossistema de parceiros da empresa chinesa.

"Nossos negócios na América Latina crescem muito rápido; no ano passado, toda a nossa receita com Enterprise [na região] ficou próxima dos US$ 400 milhões. No Brasil, foram US$ 100 milhões, o que é um marco significativo para nós. Acho que nos próximos anos, em dois ou três, teremos mais de US$ 200 milhões no Brasil", afirmou Zhu. Globalmente, a unidade corporativa da Huawei cresceu 23,8% em 2018 e ficou próxima dos US$ 11 bilhões.

Tal montante representa pouco mais de 10% do total faturado na Huawei no ano passado (US$ 105,6 bilhões no câmbio atual). No Brasil, a relevância proporcional da área de Enterprise é praticamente a mesma, visto que em 2018 a subsidiária brasileira faturou US$ 1 bilhão. Dos US$ 100 milhões em receitas da divisão Enterprise BG nacional, 85% foi negociado através de canais de distribuição parceiros.

Diretor de desenvolvimento de canais da Huawei na América Latina, Ricardo Matsui conta que a fornecedora já adicionou "uma ou duas dezenas" de parceiros no Brasil em 2019 após encerrar 2018 com 308 (260 de vendas, 40 de serviços e 8 de treinamento). Segundo ele, tal musculatura deve suportar um novo crescimento de dois dígitos projetado para a área em 2019.

A Huawei também observa que governos seguem como o segmento mais relevante para a divisão corporativa, ainda que setores como financeiro, energético e industrial venham crescendo e equilibrando a distribuição das receitas. Também promissor é o mercado de provedores regionais (ISPs), lembra Matsui. "Como muitos deles são entrantes em termos de tecnologia e investimentos em infraestrutura, é preciso uma cadeia de parceiros para ajudá-los. Nosso tratamento de ISPs está muito mais em Enterprise do que [na divisão de] carrier, na qual os negócios são feitos diretamente".

Uma próxima oportunidade de negócios é a distribuição da linha Wi-Fi 6. "Todos os parceiros da linha IP terão acesso assim que ela estiver disponível, mas já estamos fazendo atuações específicas com alguns que são especialistas em soluções ou projetos de Wi-Fi". No caso do mercado de nuvem pública, a capacitação com novos canais vem ocorrendo "há um bom tempo", cita Matsui. "O segmento é bem interessante, promissor e produtivo. Precisamos dos parceiros para ter capilaridade".

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