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Estratégia
Projeto de geração energética da Oi quer compensar consumo de antenas
sexta-feira, 09 de março de 2018 , 17h31

Na metade de fevereiro, a Oi apresentou o projeto de iniciar a geração de energia elétrica a partir de fazendas solares em Minas Gerais a partir de novembro deste ano. A ideia é produzir um excedente de energia por meio das fazendas de captação solar, o que permitirá à empresa fazer a compensação de seu consumo nas unidades no Estado de Minas Gerais, conforme regra estabelecida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) do final de 2016. E isso é especialmente adequado para reduzir a pegada energética em regiões mais afastadas.

Segundo explicou a este noticiário o diretor de patrimônio e logística da empresa, Marco Antonio Vilela, o modelo é justamente para compensar a energia consumida em antenas do serviço móvel. "A gente tem diversos equipamentos, não dá para cravar que as antenas são as que consomem mais, mas quando a gente olha lá, vemos que há um consumo significativo. E como são afastadas, não consigo fazer programas de eficiência clássicos como climatização e troca de lâmpadas", declara. Assim, a geração pode compensar o consumo dessas estações radiobase mais afastadas.

Mas a Oi não conta apenas essa estratégia para economizar no consumo. O próprio uso do refarming no espectro de 1.800 MHz, que está sendo realocado para a tecnologia LTE, traz uma série de benefícios para a empresa. Isso porque a prática muitas vezes exige modernização de equipamentos, que acabam apresentando consumo menor de energia. Além disso, a faixa tem uma penetração maior do que a da frequência de 2,5 GHz, o que resulta em menos sites novos para oferecer a mesma cobertura (e qualidade de rede), o que também, obviamente, reduz o consumo. De bônus, a 4G já apresenta uma melhor eficiência espectral.

Na avaliação de Vilela, considerando o conjunto de unidades consumidoras com as quais a Oi vai atender com as usinas fotovoltaicas em Minas Gerais com o projeto, a taxa de economia e custos fica entre 20% e 35%. "Depende muito da distribuidora, e do perfil de consumo", declara, citando ainda a volatilidade da tarifa, que causa essa oscilação na estimativa.

Benefício local

Segundo as regras da Aneel, o que é gerado tem que ir à mesma distribuidora. Por isso, e por considerar o local propício para a construção das usinas solares, a iniciativa terá o pontapé na operação mineira. "Temos planejamento estratégico de novas usinas até 2021, totalizando 22 novas usinas, e podendo ser mais, ficamos observando o que pode mudar e as oportunidades do setor", declara. Ele se refere à consulta pública realizada pelo Ministério de Minas e Energia, que promete um novo marco regulatório para o setor elétrico. "Pode fazer com que a gente acelere o cronograma, manha ou mesmo que a gente precise revisitar o planejamento estratégico para capturar novas oportunidades."

Desde o lançamento do plano de eficiência energética em 2015, a Oi afirma ter aumentado o consumo de energia limpa de fontes renováveis e vendida a preços mais baratos do que a eletricidade comum. Em dois anos, a participação do consumo de energia limpa passou de 15,8% do total para 22,4% na operadora. A meta é de chegar a R$ 428 milhões de economia de 2015 até 2019, quando o percentual de uso de energia limpa almejado será de 42,5%.

"A gente já tem capturado metade do plano", afirma Vilela. "Estamos sempre olhando o mercado livre e a geração distribuída. E, conforme mudem as regras, podemos acelerar", diz.

A estratégia não está focada apenas em energia solar, contudo. O diretor da Oi afirma que o plano de expansão prevê outras tecnologias, como geração eólica, biogás e "pequenas centrais hidrelétricas". A ideia é não colocar todos os ovos em uma mesma cesta, diversificando a matriz energética. "Como a Oi está em todos os estados, pode ser que em um determinado local uma  outra fonte seja mais vantajosa sobre a ótica de eficiência energética", explica.

Para o futuro, a companhia planeja também iniciativas com smart grids. Atualmente, a Oi já conta com abordagens voltadas para setor de águas e saneamento, mas considera que o projeto será usado futuramente para construir uma suíte, que depois será transformada em oferta ao mercado.

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