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México planeja expansão em programa de inclusão digital e anuncia parceria com Cisco
quarta-feira, 08 de novembro de 2017 , 14h37

Visando adicionar inteligência de big data e futura expansão, o governo mexicano anunciou nesta quarta-feira, 8, parceria com a Cisco para a implantação de plataforma de analytics no projeto de inclusão digital México Conectado. A solução utiliza a tecnologia Meriaki da fornecedora em um ambiente multi-operadora e multisserviço para proporcionar dados "quase em tempo real" para medir o impacto do programa, especificamente na inteligência de sustentabilidade, impacto social e influência para futuras melhorias na iniciativa. "Isso permite saber o que está passando pelas iniciativas e tomar as medidas corretivas", declara o responsável pelo projeto da Secretaria de Comunicações e Transportes (SCT), Javier Lizarraga.

A plataforma analítica funciona na borda, em um ponto de acesso em uma escola pública, por exemplo, processando todas as informações com consolidação e correlação de dados provenientes de diferentes administrações e domínios de uso e transformando tudo em analíticos para medir indicadores de uso. "Não nos atemos às pessoas, somente aos dados", garante. Entretanto, o governo está trabalhando com a Universidade de Guadalajara para fazer com que outros fornecedores se conectem à plataforma da Cisco, uma vez que a intenção é prover inteligência em uma maior gama de equipamentos e com maior quantidade de players.

Agnóstico

O projeto México Conectado está presente em 101 mil localidades no país, dos quais 1,3 mil são com links de alta capacidade – 40 deles com enlaces de fibra ótica para universidades e centros de pesquisas com conexões simétricas de 100 Mbps a 10 Gbps. Contudo, a maioria, 70 mil sítios, é composta por um misto de tecnologias terrestres, como FTTx, cabo coaxial ou ADSL. Além disso, são 30 mil pontos conectados com tecnologia satelital em banda Ku. "Felizmente, agora temos cinco players oferecendo banda Ka. Estamos fazendo um estudo de mercado nesta semana para oferecer uma licitação em banda Ka ou terrestre para renovar com 12,5 mil sítios", declara Lizarraga. Ele explica que, para o governo, "não importa a tecnologia, mas sim os megabits por segundo". Dependerá também da oferta na localidade no momento.

A meta é de adicionar 20 mil novos sítios em um futuro próximo, além da renovação desses 12,5 mil localidades. O prazo é longo, porém: o processo total de licitação dura cerca de 36 meses, com um orçamento estimado de 600 milhões de pesos mexicanos (US$ 31,44 milhões). Atualmente, o alcance do programa é de 20 milhões de usuários únicos por mês no México Conectado.

O governo mexicano analisa também uma parceria público-privada para uso de uma rede compartilhada, com investimentos privados na infraestrutura, enquanto o poder público dá subsídios em forma de descontos para o direito de uso da banda. "O primeiro compromisso do consórcio é cobrir 30% da população até março de 2018. Para isso, a partir de abril teremos oferta por parte de rede compartilhada", declara, citando uso agnóstico de tecnologias de grande alcance, como a rede móvel. A questão é que precisa dar capacidade plena ao usuário, sem franquias – por isso, não há participação de operadoras móveis tradicionais.

O intercâmbio de experiências com outros países da América Latina também é um desejo do governo mexicano. Javier Lizarraga, contudo, afirma que não houve até o momento contato com o governo brasileiro para trocar informações sobre o Programa Nacional de Banda Larga ou mesmo iniciativas novas, como o Plano Nacional de Conectividade. "Mas estamos abertos ao Brasil para trocar experiências", declarou.

* O jornalista viajou a Cancún a convite da Cisco.

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