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Estratégia
Hughes Networks diz que seu business plan inclui oferta de banda larga por satélite
sábado, 08 de outubro de 2011 , 00h00 | POR SAMUEL POSSEBON

A última licitação de satélites realizada pela Anatel trouxe como grande novidade uma oferta de cerca de US$ 90 milhões feita pela Hughes Networks por uma única posição orbital em 45W. A explicação para este lance, disse Délio Morais, presidente da empresa no Brasil, torna-se simples quando se observa as possibilidades do satélite que está sendo planejado. A Hughes, provavelmente, vai entrar na oferta direta ao consumidor de serviços de banda larga, admite o executivo. "Parte da nossa charada foi desvendada. Meu business não é apenas para a oferta de capacidade satelital. A Hughes já foi, no passado, uma empresa desse mesmo tipo que apenas vende capacidade. Mas hoje, os satélites que temos são para o nosso uso", diz Délio Morais, lembrando que inclusive um satélite com capacidade de 100 Gbps que será lançado pela Hughes para o mercado norte-americano será inteiramente utilizado pela empresa na oferta de serviços ao consumidor. Ele evitou, contudo, dar qualquer detalhe sobre a capacidade do satélite brasileiro alegando que essa informação ainda é parte do processo de licitação, que não está concluída. Em fato relevante publicado um dia após à vitória, a Hughes disse apenas que o satélite teria banda Ka.

Morais não comentou (e também não desmentiu) a possibilidade de uso do satélite da Hughes para uso em um DTH próprio no Brasil. A Hughes é controlada pela Echostar, que por sua vez tem o magnada Charles Ergen como controlador. Ergen também é acionista controlador da Dish, principal competidora em DTH da DirecTV nos EUA. "Banda Ka é o nome do jogo. O drive é que agora há uma maneira rentável e efetiva de atender ao mercado consumidor pessoa física", disse.

Délio Morais também disse que outros fatores contribuíram para os lances dados pela Hughes no leilão, como a concorrência agressiva com a Sky e o interesse da StarOne pelas mesmas posições. "Precismaos lembrar que havia sete empresas preparadas para disputar as posições orbitais e que não havia margem para o terceiro colocado", disse, referindo-se ao sistema da licitação em que o terceiro colocado não tinha a chance de entrar no repique de preços.

Délio Morais participou, ao lado de outros executivos da indústria, do Seminário Latino-Americano de Satélites, realizado nesta sexta, 7 no Rio de Janeiro. O seminário teve a organização da TELETIME e da Converge Comunicações.

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