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Virtualização
SDN é o próximo desafio para as redes em data centers
quarta-feira, 08 de Maio de 2013 , 04h15 | POR BRUNO DO AMARAL, DE LAS VEGAS, A CONVITE DA HP

A realidade para as redes definidas por software (SDN, na sigla em inglês) pode estar ainda longe de se concretizar para operadoras, mas para a comunicação crítica em data centers já começa a ser adotada. A ideia é que com inteligência nessas redes, a alocação de recursos, o provisionamento, passe a ser feita de forma automática. Aos poucos, a virtualização das redes ganha corpo e se torna algo mais popular, conforme foi constatado por vendors e clientes no congresso Interop, realizado durante esta semana em Las Vegas, nos Estados Unidos.

Igor Gashinsky, arquiteto de redes no Yahoo!, afirma que ainda levará um tempo para que a tecnologia vire mainstream. "Não acredito que a SDN tenha uma adoção massiva agora, não sei se necessariamente há requerimentos de capacidade, diz ele, que considera a rede física tradicional apenas como um "grande e gordo tubo oco". Vice-presidente de produto e estratégia da NTT na Europa, Len Padilla acredita que a fase atual ainda é de educação acerca da tecnologia. Quando perguntado se a tecnologia havia se popularizado, ele respondeu que ainda não, mas que já vira isso antes. "O mais importante é que as pessoas perguntavam o mesmo sobre virtualização há cinco anos, então acho que será um 'sim' em breve", compara. Padilla explica que é importante que essas novas redes sejam integradas com o legado. "O que estamos vendo é que precisa de grandes arquitetos de rede, precisa de algum conhecimento em automação e muito em scripts de programas".

O diretor de desenvolvimento de produto da Viawest Internet Services, Matthew Wallace, concorda. "Estamos pegando mais staff operacional para fazer paralelos entre devices físicos. Agora, temos pessoas trabalhando em todas as camadas de virtualização, explica. "Se quiser ter uma SDN, é preciso entender o que está acontecendo", alerta.

Para o gerente geral de programas da Microsoft, Ravi Rao, a flexibilidade é um ponto-chave e também um desafio para a implementação das redes autodefinidas. "É preciso mover os workflows por data centers, clientes e máquinas", diz, afirmando que essa transição pode ser feita de maneira mais rápida com a automação de processos. O VP e gerente geral de switch de redes da fornecedora de chipsets Broadcom garante que as SDNs promovem a flexibilidade para ultrapassar essas barreiras. "Você vai querer mover isso de forma mais fácil possível. E para automação existe um grande desejo em ter um módulo central para ter visibilidade global da rede", declara. Rao explica ainda que o controle é fundamental para atender às diferentes necessidades de carga de trabalho.

"Algumas virtualizações são problemáticas, mas têm mudado a forma como as pessoas provisionam e gerenciam", define o engenheiro de rede e segurança da companhia de serviços de virtualização de rede na VMWare, Bruce Davie. "Consumidores querem ter agilidade e é geralmente uma questão de disponibilizar", define. Davie acredita que as virtualizações são problemáticas, mas têm mudado a forma como as empresas lidam com as redes.

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