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Análise
Com limpeza de base pré-paga e 3G, mercado móvel brasileiro encerra 2018 em queda
sexta-feira, 08 de fevereiro de 2019 , 17h58

Com um grande volume de desconexões de pré-pago e, especialmente, de acessos em 3G, a base móvel brasileira encerrou 2018 com uma queda de 1,13% no mês de dezembro, ou 2,617 milhões de desconexões – a maior desde dezembro de 2017. No comparativo anual, a redução foi de 3,08%, ou 7,277 milhões de acessos. Com isso, e com um crescimento menor do LTE no mês, o Serviço Móvel Pessoal (SMP) totalizou 229,210 milhões de conexões no País ao final do ano passado.

Grande parte das desconexões em dezembro vieram da Claro, especialmente com o pré-pago e 3G. A operadora encerrou o ano com uma base de 56,416 milhões de acessos após redução de 4,17%, ou 2,456 milhões de desligamentos no mês, quase a quantidade total de acessos que perdeu no ano (2,605 milhões de linhas, ou 4,41% de redução). O presidente da tele móvel, Paulo Cesar Teixeira, já havia contado a este noticiário que a política de limpeza de base da empresa estaria mais restrita, mas em conformidade com a regulação.

A Vivo também apresentou queda em dezembro: 445,7 mil contratos a menos, uma redução de 0,61%. Em 12 meses, a queda foi de 2,37% (1,779 milhões de desconexões). A base total da operadora encerrou o ano com 73,160 milhões de linhas, a líder isolada no Brasil, com 31,92% de market share. Das quatro grandes, a Oi (que tem 16,45% do total da base brasileira) foi a única que mostrou crescimento no mês: 0,78%, totalizando 37,703 milhões de acessos. A TIM caiu 0,17% e fechou o ano com 55,922 milhões de linhas. Com a redução da Claro, a empresa acabou perdendo na participação de mercado, ficando com 24,61%; enquanto a TIM encostou, com 24,40%. Além disso, a Algar Telecom continuou sem reportar alteração em sua base, que manteve os mesmos 1,289 milhão de acessos que tinha em julho de 2018.

Tecnologia

Com 4,230 milhões de desconexões (diminuindo 7,47%), a base WCDMA (3G) teve uma queda mensal quase tão grande quanto a registrada em novembro. A tecnologia ainda conta com 52,370 milhões de chips ativos no Brasil, mas encolheu 37,36% no ano. O GSM (2G) também apresentou redução: 0,30% no mês e 23,34% no ano, totalizando 24,849 milhões de conexões.

Por sua vez, o LTE reduziu o crescimento em dezembro, levando a crer que novembro tem se consolidado como o mês favorito para aquisições por conta da Black Friday. Foram 1,050 milhão de adições (contra o triplo no mês anterior), encerrando 2018 com uma base de 129,842 milhões de chips. Em 12 meses, o crescimento foi de 27%, novamente sendo a única tecnologia para o consumidor final a apresentar aumento. 

A Claro encerrou o ano com redução da base 4G no mês, com 384,9 mil desligamentos (redução de 1,27%). Apesar disso, a operadora é a que observou maior crescimento anual, com 31,87%. A empresa superou a marca de 30 milhões de acessos na tecnologia. A TIM, por sua vez, foi a que mais cresceu em termos absolutos em comparação com novembro: 520,5 mil adições (1,53%). A base total da tele era de 34,487 milhões de linhas. A Vivo continua liderando o segmento, com 40,591 milhões de chips; e a Oi se mantém na quarta posição, com 21,336 milhões de linhas. Vale ressaltar que a Anatel passou a discriminar em dezembro o grupo "Outros", com cerca de 1,4 mil acessos. 

Também mostrou avanço os acessos máquina-a-máquina. O M2M Padrão aumentou 4,38% no mês e 26,89% no ano, encerrando 2018 com um parque de 11,345 milhões de conexões. O M2M Especial (sem interface humana), cresceu 2,26% no mês e 34,50% em 12 meses, totalizando 8,445 milhões de linhas.

É interessante comparar como as principais operadoras mudaram suas bases em dois anos. Ao final de 2016, a 3G era a dominante, com as quantidades de acessos 2G e 4G significativamente balanceadas. Ao final de 2018, todas as operadoras (exceto a Algar) tinham o LTE como sua tecnologia predominante, sendo que a Vivo tem a maior proporção. A Claro, por sua vez, tem a menor base 2G, mas a maior 3G.

Pré-Pós

A base pré-paga brasileira desconectou 3,828 milhões de linhas em dezembro, uma redução de 2,87%. Com 129,549 milhões de acessos (56,52% do total de mercado), os pré-pagos encolheram 12,77% no ano. Os chips com plano pós-pago e controle aumentaram 1,23% no mês e 13,28% no ano, totalizando 99,661 milhões de linhas, ou 43,48%. Confira a evolução das bases nos últimos anos no gráfico abaixo.

Das maiores teles, quem mais cresceu no pós-pago em dezembro foi a Vivo, com 382,3 mil adições. Quem mais desligou pré-pagos foi a Claro – novamente, indício de sua política de limpeza de base -, com 2,854 milhões de desconexões. Isso permitiu à tele melhorar seu mix a favor do pós.

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