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Estratégia
TIM planeja refarming de 2,1 GHz para 4G para Sul e Sudeste em 2019
quarta-feira, 07 de novembro de 2018 , 17h50

A TIM prepara a expansão de sua estratégia de refarming para adicionar capacidade à rede 4G. A companhia começou a realocar espectro para a quarta geração ainda com a faixa de 1.800 MHz, mas agora o projeto foca na banda de 2,1 GHz. A primeira cidade na qual a empresa começou a operar com a frequência em 4G foi Teresina em maio, mas a rede já está funcionando em todas as capitais do Nordeste atualmente. A ideia é expandir a cobertura da faixa em LTE em cidades do Sul e Sudeste a partir do próximo ano.

"Já fizemos isso no Nordeste, e agora estamos preparando a rede em Belo Horizonte, Curitiba e Florianópolis, fazendo todos os ajustes na rede para o refarming nessas cidades, e provavelmente [lançaremos] no primeiro trimestre do próximo ano", afirmou o CTO da TIM, Leonardo Capdeville, durante teleconferência de resultados do terceiro trimestre nesta quarta-feira, 7. É a quarta faixa dedicada à 4G no portfólio da empresa. "O que posso antecipar é que a probabilidade de que a maior parte do espectro será levado à tecnologia 4G, porque mais de 80% do tráfego em nossa rede já está em dispositivos LTE", completou.

A operação na capital piauiense começou neste ano, já permitindo 10 MHz de capacidade em 2,1 GHz. Capdeville afirma que a compatibilidade dos terminais não chega a ser um problema, uma vez que 80% dos handsets suportam a faixa. Em Fortaleza, a operadora diz que 30% de todo o tráfego 4G já é na rede nova, que por sua vez, aumentou o throughput em mais de 40%. "O equipamento é exatamente o mesmo, só estamos abordando a atualização em software. É muito rápido e semelhante ao que fizemos com o 1.800 MHz."

Otimização dos ativos

A estratégia, afirma o executivo, é importante porque maximiza não só o uso de ativos próprios de maneira mais eficiente, mas também as oportunidades para a operadora ao manter o cliente. Além disso, a maior quantidade de frequências disponíveis permite a expansão da agregação de portadoras, o LTE-Advanced. E ao promover a 4G, acaba incentivando a migração da base 3G, o que vai liberando ainda mais espectro."Se o cliente já fez os investimentos em um upgrade de smartphone para 4G, temos quase a obrigação de investir nisso", declara. 

Ao todo, a TIM tem 130 MHz de capacidade em todas as tecnologias, sendo que 36 MHz são sub-1 GHz. Em 4G, são 20 MHz em 700 MHz, 35 MHz em 1.800 MHz, 22 MHz em 2,1 GHz e 20 MHz em 2,5 GHz. Além disso, a companhia conta com 11 MHz em 850 MHz e 5 MHz em 900 MHz, mas em outras tecnologias, ao menos por enquanto.

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