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Análise
Banda larga fixa volta a crescer em setembro; ISPs são metade da base de fibra
quarta-feira, 07 de novembro de 2018 , 13h03

Após um mês de agosto com queda, o mercado brasileiro de banda larga fixa voltou a crescer em setembro, segundo dados divulgados pela Anatel nesta quarta-feira, 7. A base somou um total de 30,727 milhões de contratos, um crescimento de 0,61% no mês, e de 9,09% no comparativo anual. Como já é de costume, o avanço se deu por conta do desempenho dos provedores regionais, que já representaram metade da base total de fibra no País. Além disso, o mercado continua a avançar nas velocidades mais altas.

Os ISPs haviam reduzido o ritmo no mês anterior, mas em setembro voltaram a uma média de crescimento dos últimos meses. Foram 169,1 mil adições líquidas, um avanço de 2,97% no mês (enquanto no ano, o crescimento foi de 54,22%). A base dos provedores regionais, pelo menos de acordo com a Anatel, era de 5,866 milhões de acessos. Isso significa que, contrário do previsto anteriormente, esse mercado ainda não se tornou o terceiro maior na banda larga fixa em setembro, o que só deverá acontecer entre os levantamentos referentes a outubro e novembro.

Vale lembrar que, segundo levantamento próprio da Abrint com base em dados das pesquisas TIC (Domicílios, Empresas e Governos), esse mercado de companhias menores teria ao menos 11 milhões de acessos não contabilizados. Com isso, seriam cerca de 17 milhões de acessos no total, de longe o maior market-share de SCM no País.

Mesmo sendo o maior grupo nos dados oficiais da Anatel, a América Móvil (Claro, Embratel e Net) manteve o crescimento estável em setembro. Foram 45,5 mil adições líquidas (avanço de 0,49%), bem próximo do registrado em agosto. Comparando com 2017, o aumento é de 5,88%. No total, a companhia mexicana possui 9,279 milhões de acessos no Brasil. A Vivo é o segundo maior, com 7,598 milhões de contratos, após queda de 0,12% no mês (e de 0,16% no ano). A terceira maior, a Oi, também reduziu a base: queda de 0,46% no mês e 3,67% no ano, total de 6,140 milhões de acessos.

Tecnologia

A fibra adicionou 293,6 mil acessos somente no mês, o que representa um crescimento de 6,30%. Comparando com setembro de 2017, a base aumentou 86,60% e agora conta com um total de 4,957 milhões de acessos. É seguro afirmar que já nos dados relativos a outubro, os acessos FTTH superarão a marca dos 5 milhões de conexões. Vale ressaltar que, do crescimento líquido no mês, 189,5 mil adições foram apenas dos provedores regionais – que no total, têm 2,462 milhões de acessos, ou seja, basicamente a metade de toda a base de fibra. Considerando ainda os acessos FTTH com velocidade acima de 34 Mbps, os ISPs têm 412,5 mil contratos, após a adição de 65,1 mil acessos em setembro.

Outra tecnologia que continua apresentando crescimento é o Cable Modem, que adicionou 41,1 mil acessos em setembro (0,44% de aumento) e ficou com 9,359 milhões de conexões. No ano, o avanço é de 6,25%. Ainda assim, nem o cabo nem a fibra superam o tamanho da maior base no Brasil, a xDSL. Essa tecnologia baseada em cobre conta com 12,547 milhões de acessos, após queda de 0,64% no mês e 5,34% no ano. Ressalta-se ainda a redução de 3,86% (ou 85,2 mil desconexões) do Spread Spectrum, que encerrou setembro com 2,121 milhões de acessos.

Velocidade

É interessante notar que o avanço das tecnologias de cabo e fibra acabam resultando em uma velocidade média maior no mercado. As conexões chamadas "ultra banda larga" (acima de 34 Mbps) avançaram 5,88% (390,1 mil adições) somente entre agosto e setembro (em um ano, foram 3,211 milhões de adições, avanço de 84,23%), e totalizam agora 7,025 milhões de acessos. Atualmente, essa base representa 22,86% do mercado, mas até o final do ano, deverá se tornar a segunda maior faixa de velocidade do mercado.

O recorte dominante no mercado (33,27%) ainda é o da faixa de 2 Mbps a 12 Mbps, com 10,224 milhões de acessos, após um aumento de 0,07% no mês. O segundo maior atualmente, de 12 Mbps a 34 Mbps, cresceu 0,48% e encerrou setembro com 7,954 milhões de conexões. Já os contratos de até 512 Kbps caíram 17,03% somente no mês e encerraram com 477,7 mil acessos.

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