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Estratégia
Cisco Brasil espera manter crescimento de dois dígitos
terça-feira, 07 de novembro de 2017 , 22h07

Na contramão de um cenário econômico com dificuldades para se estabilizar, a Cisco comemora um "momento espetacular" no Brasil com desempenho de crescimento de "dígitos duplos altos". A companhia não divulga números específicos para o mercado brasileiro e está prestes a publicar o balanço financeiro referente ao primeiro trimestre do ano fiscal de 2018 encerrado em outubro, mas a expectativa é de continuar a crescer no País no mesmo ritmo nos próximos trimestres. De acordo com o presidente da fornecedora, Laércio Albuquerque, essa projeção não é baseada apenas em otimismo, mas também nas tendências de investimento do mercado local e a "realidade de planejamento" da empresa. "É uma mistura de feeling patriótico com planejamento", disse ele em conversa com jornalistas nesta terça-feira, 7, no evento Cisco Live no México.

O fato é que o desempenho da unidade brasileira da companhia resultou na premiação interna de "top country of the year" por ter sido o mercado que mais cresceu em todas as métricas. "Isso mostra um descolamento muito forte do que está acontecendo na economia e na política", declara o executivo. A causa também é por uma decisão estratégica dos clientes: "A gente está vendo que, em todas as indústrias, o budget de tecnologia aumenta e em outras áreas cai".

"Eu vejo um país investindo em tecnologia, converso com CEOs e presidentes de empresas todos os dias, toda a semana estou com um face a face", declara. Segundo o executivo, a estratégia das empresas estão passando pela reinvenção da experiência do cliente e do funcionário com a transformação digital. O crescimento também advém do fato de o brasileiro ser "early adopter", na visão de Albuquerque, e da transformação do modelo de negócios da própria Cisco para o esquema de subscrição/serviços com software. Ainda assim, entre 69% da receita da companhia continua advinda de hardware. Considerando o negócio global, a empresa afirma ter duplicado a receita de software nos últimos dois anos para US$ 5 bilhões atualmente.

Oportunidades

Laércio Albuquerque cita também que a escalabilidade da rede para a chegada da Internet das Coisas, a preparação para o ambiente multicloud e sobretudo o fator de segurança têm sido o objetivo do budget dos clientes da fornecedora. "O ponto principal é a segurança, mas não só com soluções, e sim com a situação que tem feito alavancar todo o resto (do portfólio da Cisco) com a necessidade de renovação da rede", declara. Um exemplo é a adoção de soluções corporativas de comunicação em vez de se valer de plataformas comuns de mensageria com cloud pública, como o WhatsApp.

Segundo o presidente da Cisco Brasil, a preparação para a IoT também tem influenciado o desempenho da empresa. Ele diz que cerca de 70% das empresas brasileiras que já adotaram a tecnologia visavam a melhoria na produtividade e a eficiência operacional em vez de apenas focar na reinvenção da experiência do cliente. Há também uma boa receptividade para o Plano Nacional de IoT em elaboração pelo governo, apesar de focado em verticais de saúde, manufatura e agronegócios. "O fato de já aceitar que o Brasil tem que ter programa, política pública e desburocratização é algo que nos entusiasma sim, a gente vê com bons olhos, porque o que é feito para uma indústria expande para as demais."

A Inteligência Artificial entra neste âmbito, especialmente no gerenciamento da rede. "Deixa as máquinas gerenciarem as máquinas", declara Albuquerque, citando a vice-presidente de iniciativas de crescimento e chefe do escritório do CEO da Cisco, Ruba Borno. "A AI é usada no próprio analytics da rede, conseguindo com isso e com machine learning qual a elasticidade necessária, expandindo a infraestrutura de cloud", contextualiza. "O uso de AI não é de aplicativo, não é necessariamente para o cliente final. É para um melhor uso da infraestrutura necessária para a melhor conectividade."

Também contribuiu para o crescimento da fornecedora no Brasil as soluções de colaboração. A Cisco conseguiu a homologação na Anatel do hardware do Spark Board, uma plataforma de videoconferência com compartilhamento de anotações em uma espécie de quadro negro digital. "Esse produto é importado ainda, mas esse ano atingimos 40% das vendas locais através da fábrica local. E a expectativa nos próximos três meses é de ter localização e software também vendido localmente", declara Laércio Albuquerque.

* O jornalista viajou a Cancún a convite da Cisco Brasil.

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