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Finanças
BNDES prepara piloto de financiamento para ISPs a partir de R$ 1 milhão
quarta-feira, 06 de junho de 2018 , 13h59

O BNDES lançará no segundo semestre um projeto piloto destinado aos provedores regionais, o BNDES 10, voltado a financiamentos de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões. O novo produto faz parte de um cronograma de ações estratégicas que o banco pretende fazer para fomentar o mercado de ISPs e que deverá trazer outras categorias de linhas de crédito para médio prazo, incluindo um possível uso do Fust como garantidor. "Vamos fazer o piloto primeiro para depois azeitar o programa", afirmou o diretor do departamento de TIC do BNDES, Ricardo Rivera, nesta quarta-feira, 6, durante painel no Encontro Abrint 2018.

Também está no cronograma reduzir o limite da linha Finem Telecom, que antes era de R$ 20 milhões e agora passará a ser de R$ 10 milhões. No total, com o novo produto para investimentos a partir de R$ 1 milhão, mais o Finem e mais o Fundo Garantidor, e considerando o período de 2015 a 2017 para financiamentos diretos (R$ 40 milhões) e via agente financeiros (R$ 230 milhões), o BNDES estima um total de R$ 270 milhões. O executivo diz que já há cinco provedores em processo de análise de investimentos diretos, além de "reuniões positivas" com dois agentes financeiros para o uso do fundo garantidor.

Especialmente caro aos pequenos provedores, o fundo garantidor também será abordado. Segundo Rivera, o BNDES está tentando entender os problemas para saber por que o mecanismo não está sendo utilizado. A ideia é também passar a usar o fundo como agente financeiro também do BNDES. "Quando pedir até R$ 10 milhões, a intenção é usar o fundo para operações mais arriscadas", conta.

Na agenda para 2019, o banco pretende usar o Fust reembolsável para crédito ou garantia que, se viabilizado, "será o principal instrumento". "A parceria com o MCTIC e a Anatel é fundamental para viabilizar", declara. Pretende também fazer compartilhamento de risco com os agentes financeiros, com base em experiência piloto que será feita com a Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) e ser operador de recebíveis. Já está em andamento também um estudo de viabilidade para a criação de um fundo exclusivo para provedores. "O banco pode contribuir ajudando a formatar esses fundos, seja para participação de empresas, seja de crédito com retornos variáveis", explica Ricardo Rivera.

"O BNDES está olhando para os setores há seis meses com um pouco mais de intensidade", justifica. A instituição quer o aprofundamento do fomento com os instrumentos exigentes, buscando trabalhar com garantias alternativas como recebíveis e garantia solidária, mecanismo semelhante ao utilizado com o microcrédito solidário no Nordeste. Também busca atuar junto a agentes financeiros como a Caixa para ampliar o uso de produtos indiretos. O banco pretende ainda adaptar ou criar novos instrumentos e buscar funding alternativos.

Finep

Por sua vez, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) ressaltou o programa já lançado para financiamento para provedores adquirerem equipamentos de telecomunicações, incluindo cabos de fibra ótica. As condições já estão valendo, com taxa de juros de TR + 7% ao ano (caso seja garantia financeira, a taxa de juros cai para TR + 5,5% ao ano), com financiamento de até 80% do valor do projeto, e um valor mínimo reduzido para R$ 500 mil. O prazo de carência é de 12 meses, e o prazo total de 36 meses, sendo que a liberação é em parcela única. A Finep tem compromisso de resposta em 30 dias, com a análise sendo feita em três dias.

"Temos R$ 630 milhões para esse tipo de operação. Com o cabo (ótico) ficou muito mais fácil, então a gente espera que aumentem o número de pedidos. Só no feriado tivemos seis empresas novas", declarou o superintendente da Finep, André Nunes. "Queremos ter todos vocês na nossa carteira, temos dinheiro para isso. Eu poderia estar com R$ 830 milhões [disponíveis], deixei de captar R$ 200 milhões porque não tive demanda", concluiu.

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