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"É preciso conhecer os detalhes, onde mora o diabo", diz SindiTelebrasil, sobre proposta do Minicom
quarta-feira, 06 de abril de 2016 , 23h25

As propostas apresentadas nesta quarta-feira, 6, pelo Ministério das Comunicações, de antecipar o fim das concessões de telefonia fixa e usar os saldos resultantes da extinção do instituto de bens reversíveis em redes de fibra óptica de banda larga, em regiões pouco atrativas economicamente, foram recebidas com reserva pelos representantes das operadoras.

"A proposta é, na média, boa, mas precisamos conhecer os detalhes, onde mora o diabo", disse o diretor-executivo do SindiTelebrasil, entidade que representa a maioria das operadoras, Eduardo Levy. "A ideia da antecipação do fim das concessões, em tese, pode ser interessante para algumas empresas e não para outras, dependendo das condições da troca. O regime privado é sempre melhor, desde que não haja exigências excessivas", disse.

O resultado da Pnad TICs, divulgado nesta quarta-feira pelo IBGE, foi apontada por Levy como um ponto divergente do plano do governo, de mais investimentos das teles em redes de fibra óptica. "Nós sempre dissemos que a atratividade do brasileiro por redes sociais implica dados com mobilidade, por isso acho muito difícil ter um crescimento muito grande em banda larga fixa", argumentou. Já hoje, disse, 95% das conexões são móveis, apesar de ainda haver um crescimento importante da tecnologia fixa, para suportar as redes 4G. Ao mesmo tempo, o Ministério das Comunicações comemorou o fato de o Brasil ter alcançado em 2015 36,5 milhões de domicílios com banda larga fica, número maior do que o projetado em 2010 com o Plano Nacional de Banda Larga (35 milhões).

A tendência, segundo ele, é de investimento em células móveis menores, com antenas menores e em maior quantidade. "As redes de transportes em fibra óptica servem apenas de reforço para as redes móveis", disse.

COMENTÁRIOS

1 Comentário

  1. Johnny disse:

    O regime privado é melhor? Piada.

    Se o Governo fosse depender só do livre mercado, milhões de usuários estariam na mão. Já que a ampliação de cobertura celular tanto na zona rural e urbana só está acontecendo por causa das Metas de Cobertura imposta desde o Leilão 3G em 2007.

    Se fosse depender da boa vontade das Operadoras da SindiTelebrasil jamais fariam.

    O bom exemplo disso é o 4G, quando o Governo decidiu fazer o Leilão em 2012 as Teles eram contra com a exceção da Claro.

    E mesmo com toda a gritaria das Teles o Governo empurrou na goela abaixo. E quase 3 anos depois o resultado está aí, mais de 30 milhões de linhas ativas em franco crescimento apesar da crise.

    E por fim a fibra óptica é fundamental a sua expansao, já que sem ela não há como aumentar a capacidade da rede e sua própria qualidade desejada por milhões de consumidores. E muita mais agora com o 4G e 5G que estar por vim.

    A sensação que tenho que as Teles não querem gastar muito com fibra para preservar o caixa para remeter para fora do País todo o lucro para encher o bolsa dos acionistas de dividendos.

    Resumo da estória as Teles estão mais preocupados em paparicar os acionistas com dividendos, enquanto nós pagamos a conta dessa farra.

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