OUTROS DESTAQUES
PNAD
Brasileiro acessa mais a Internet pelo celular do que pelo PC
quarta-feira, 06 de abril de 2016 , 15h53

A Internet chegou a mais da metade das residências brasileiras em 2014, predominantemente por meio do celular, mas com mais de um terço tanto com conexões à banda larga fixa quanto móvel, de acordo com o suplemento de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizado com o Ministério das Comunicações e divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira, 6. Os dados são complementares aos já divulgados pelo IBGE em novembro do ano passado, desta vez incluindo a conexão em dispositivos móveis que, pela primeira vez, ultrapassaram o PC como forma de acesso. A quantidade de residências que se conectam à Internet por meio de computador recuou de 88,4% para 76,6% de 2013 para 2014, enquanto as que fazem por meio de celular saltou de 53,6% para 80,4% no mesmo período. Os tablets representam 21,9%.

O levantamento divulgado em novembro já afirmava que a quantidade de domicílios com acesso à Internet com computadores era 28,2 milhões de residências. Considerando também dispositivos móveis (29,612 milhões de celulares e 8,071 milhões de tablets), o total sobe para 36,814 milhões de residências, ou 54,9% do total. Houve crescimento de 137,7% dos que se conectavam somente com aparelhos móveis, totalizando 8,6 milhões no período, ou quase um quarto do total de domicílios com acesso à Internet.

Pnad Grafico 12

O IBGE destaca que os acessos à Internet por tablet, celular e por smartTVs cresceram 50,4%, 76,8% e 116,34%, respectivamente. Isso corresponde a 76,8% dos domicílios com acesso pelo computador, 80,4% por celular, 21,9% por tablet, 4,9% por TV e 0,9% com outros equipamentos.

A PNAD também estima que o País tenha 11,1 milhões de domicílios com tablet, o que representa 16,5% do total, crescimento de 5,7 p.p. em relação a 2013.

Banda larga

Dos acessos com conexão fixa, 99,2% eram de banda larga, enquanto os 0,8% restantes eram ainda com conexão discada. A proporção de banda larga fixa em residências caiu de 77,1% para 71,9%, enquanto a de banda larga móvel saiu de 43,5% para 62,8%.  Assim, em 2014, 35,5% dos domicílios brasileiros contavam com os dois tipos de banda larga, um crescimento de 82,2% em relação ao ano anterior.

O IBGE considera banda larga fixa as conexões em cobre (ADSL e VDSL), cabo coaxial, fibra, satélite ou rádio. Segundo dados da Anatel referentes a dezembro de 2014, o País contava com 23,968 milhões de acessos, sendo 55,18% de conexões xDSL, 31,55% de cabo e o restante (13,27%) dividido entre as demais tecnologias, incluindo spread spectrum, FTTx e MMDS.

Para a banda larga móvel, o IBGE considera acessos com as tecnologias 3G ou 4G – que só fora lançada em julho de 2014. De acordo com dados da Anatel de dezembro daquele ano, as conexões de banda larga móvel (incluindo acessos em tablets e modems) totalizavam 157,867 milhões de acessos, sendo 144,668 milhões em WCDMA, 6,433 milhões com terminais e tablets e 6,765 milhões em LTE.

Uso da Internet por pessoas

No período da pesquisa, a PNAD estima em 95,4 milhões de pessoas acima de 10 anos no País utilizou a Internet pelo menos uma vez nos últimos 90 dias anteriores ao da entrevista, o que representa 54,4% da população, sendo 43,9% (76,9 milhões) apenas por computador e 10,5% apenas com outros dispositivos (celular, tablet, TV e demais).

Do total de domicílios com conexão, 60,8% eram urbanos e 18,5%, rurais. Como nos outros anos da pesquisa, a penetração da Internet é maior entre os que têm maior renda: 88,9% dos domicílios com rendimento acima de cinco salários mínimos possuíam acesso, enquanto nas casas com menos de um quarto do salário mínimo, a penetração era de 25,3%.

COMENTÁRIOS

Nenhum comentário para esta notícia.

Deixe o seu comentário!

EVENTOS

O mercado de TV por assinatura mudou. Operadores, programadores e canais se adaptam a um novo tempo em que a não-linearidade, a distribuição multiplataforma e novas formas de engajamento e interação entre telespectadores e conteúdos passa a ser a regra. Neste evento, uma reflexão sobre o presente e o futuro da indústria no Brasil, seus principais desafios, os caminhos que estão surgindo, as principais inovações e as tendências globais mais relevantes. Um evento organizado com a expertise e a curadoria editorial das publicações TELA VIVA, PAY-TV e TELETIME. Mais informações pelo email eventos@teletime.com.br

30 de julho a 31 de julho
WTC Events Center – São Paulo, SP, SP, Brasil
EVENTOS

O mercado de TV por assinatura mudou. Operadores, programadores e canais se adaptam a um novo tempo em que a não-linearidade, a distribuição multiplataforma e novas formas de engajamento e interação entre telespectadores e conteúdos passa a ser a regra. Neste evento, uma reflexão sobre o presente e o futuro da indústria no Brasil, seus principais desafios, os caminhos que estão surgindo, as principais inovações e as tendências globais mais relevantes. Um evento organizado com a expertise e a curadoria editorial das publicações TELA VIVA, PAY-TV e TELETIME.

30 de julho a 31 de julho
WTC Events Center – São Paulo, SP, SP, Brasil
Top