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Radiodifusão
TV vive momento especial, diz Octávio Florisbal
quarta-feira, 05 de outubro de 2011 , 13h34 | POR ANA CAROLINA BARBOSA

Octávio Florisbal, diretor geral da Rede Globo, participou nesta quarta-feira, 5, de um painel do Maximídia, evento que acontece em São Paulo, e destacou o bom momento que a televisão vive, apesar do crescimento de outras mídias e da fragmentação da audiência. Para ele, a alta definição, a tecnologia dos aparelhos e as novas experiências de consumo, como o VOD, têm contribuído para “um novo prazer de se assistir TV em casa”. “É um momento especial, o renascer da TV”, observou.

Embora tenha mencionado o VOD, o executivo ressaltou que o conteúdo linear ainda é o grande chamariz de audiência na TV. “O VOD é uma oportunidade de alargar receitas e audiência, mas é complementar nos Estados Unidos e não será diferente no Brasil”, afirmou. Ele citou pesquisas da Nielsen que indicam que o americano médio consome 160 horas de TV por mês. Destas, 94% são de conteúdo linear. Os outros 6% são de conteúdo gravado e VOD.

Em relação ao conteúdo, o executivo assegura que a emissora tem cuidado para que a classe C, cada vez mais influente , seja representada nas suas atrações. Programas como “Fina Estampa”, “Tapas e Beijos”, “A Grande Família”, “Zorra Total” e o telejornalismo da casa já estão refletindo as necessidades deste público.  “Não significa abrir mão da qualidade, mas ser mais abrangente e atender todo mundo com a TV aberta”, explica.

Concorrência

Atender a todos tem sido uma tarefa cada vez mais complexa devido também às iniciativas da concorrência. Florisbal comentou os esforços que a emissora teve que fazer para garantir o transmissão do Campeonato Brasileiro entre 2012 e 2015. “É fundamental termos espaço específico para o futebol. Nesta última negociação, praticamente dobramos os valores. Os detentores aumentaram os preços e a concorrência fez ofertas agressivas, mas imaginamos recuperar os investimentos nestes quatro anos”, conta.

Recentemente, a emissora perdeu os direitos da transmissão dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, para a Record. “Não tenho dúvidas de que a Record terá bons resultados, mas não vai afetar o investimento publicitário em TV aberta nas outras redes”, pondera Florisbal, lembrando que quem tem os direitos das transmissão de grandes eventos também tem os maiores gastos. A Globosat, vale lembrar, tem os direitos das Olimpíadas para a TV paga.

O executivo disse que a expectativa da Rede Globo é fechar 2011 com crescimento de 7% a 8% em receitas publicitárias. Para 2012, a expectativa é que o crescimento fique entre 6% e 7%. “O mercado interno de consumo tem potencial de crescimento em todas as regiões. O mercado publicitário deve continuar crescendo de forma vigorosa”, observa.

Apostas

O executivo explicou que a Globo ainda aposta seriamente na TV aberta e na mídia de massa, mas que o objetivo é transformar-se em uma empresa multiplataforma. Nesta perspectiva, a Internet é a menina dos olhos da casa. “Estamos muito focados nela. Acreditamos que em alguns anos será a segunda mídia mais importante em audiência e em investimentos publicitários”, destaca. Um dos projetos envolvendo a Internet é alinhar os portais das afiliadas ao padrão da cabeça de rede, principalmente no que diz respeito à disponibilização do conteúdo em vídeo.

Florisbal também destacou a atenção que grupos estrangeiros de mídia têm dado ao Brasil, neste momento em que há poucas oportunidades de crescimento em seus países de origem. “É importante que saibamos regular a entrada destes players”, disse o executivo, lembrando que eles têm alto poder de investimento, mas nenhum comprometimento com o desenvolvimento do País.

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