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Huawei quer estar entre as cinco nuvens públicas do mundo; aliança com teles é parte da estratégia
terça-feira, 05 de setembro de 2017 , 19h28 | POR SAMUEL POSSEBON, DE XANGAI, A CONVITE DA HUAWEI

A fabricante chinesa Huawei há muitos anos tem adotado uma estratégia diferente em relações às suas concorrentes diretas no ambiente das telecomunicações. A empresa não só vende o conceito de que os serviços e redes de telecom devem caminhar para um intenso processo de migração para a nuvem e virtualização, como está ela própria investindo no desenvolvimento de plataformas de nuvens públicas. Na abertura de seu evento anual, o Huawei Connect, que acontece esta semana em Xangai, o CEO-rotativo da companhia, Guo Ping, disse que a empresa, em conjunto com os parceiros em desenvolvimento de nuvens públicas, querem estar entre os cinco maiores provedores de cloud do mundo, disputando hoje um espaço que é protagonizado por players como Amazon (AWS), Microsoft (Azure), Google, IBM e SalesForce, entre outras. Entre os parceiros estão justamente as empresas de telecomunicações.

A Huawei deu grande destaque à Cloud Alliance, uma espécie de aliança (não formalizada ainda) entre as empresas Telefônica, Deutsche Telekom e Orange para compartilhamento de capacidade de serviços em nuvem. As três empresas são grandes parceiros comerciais da Huawei e compartilham entre si plataformas de serviços em nuvem que adotam padrões e arquiteturas comuns e alguns princípios básicos. Entre eles, o de que os dados e informações dos usuários não são compartilhados nem comercializados. Na China a própria Huawei investe no desenvolvimento de uma nuvem pública, também parte da aliança.

A empresa compara a Cloud Alliance a alianças realizadas entre companhias aéreas, mas nesse caso entre empresas de telecomunicações com atuação em diferentes países. Cada empresa é responsável pelos seus próprios clientes, mas algumas funcionalidades e capacidades podem ser compartilhadas entre elas. Perguntado por este noticiário sobre qual seria a abrangência territorial principal da aliança, Guo Ping explicou que isso depende da atuação dos parceiros. Hoje, são empresas com atuação preponderante na Europa e nos países da América Latina, mas isso poderá depender da adesão de novos parceiros.

"Cada país tem uma realidade diferente de mercado, regulatória, por isso a expertise dos parceiros é essencial", disse o CEO da Huawei na conferência de imprensa.

Sobre o modelo de negócios da aliança, ele explicou que a Huawei não tem como foco a comercialização ou exploração econômica das informações, mas sim a venda dos equipamentos. As operadoras têm os seus respectivos modelos de negócio, mas o princípio comum é o de respeito ao sigilo dos usuários.

Enterprise

Outro segmento importante para o qual a Huawei tem dado grande destaque e que foi um dos destaques do primeiro dia do evento é o desenvolvimento de plataformas de serviços em nuvem para empresas e governos. A empresa trouxe vários casos, tanto de administrações públicas quanto de grandes clientes corporativos, que têm adotado tecnologias em nuvem para segurança pública, transporte, gerenciamento. Para a empresa, o próximo passo destes serviços é o intenso uso de inteligência artificial aplicada às necessidades específicas.

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