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Economia
Economia digital pode chegar a 24% do PIB em 2025, diz Oxford Economics
terça-feira, 05 de setembro de 2017 , 20h13 | POR SAMUEL POSSEBON, DE XANGAI, A CONVITE DA HUAWEI

O instituto Oxford Economics, em parceria com a Huawei, anunciaram um novo estudo sobre economia digital que traz algumas conclusões importantes. A primeira é que a chamada economia digital é, hoje, muito maior do que se projetava. Em 2016, ela representou já 15,5% do PIB global, segundo a análise do Oxford Economics, que adotou novas premissas e o conceito de "digital spillover", que analisa a propagação na cadeia de valor da produção e da economia como um todo do uso de tecnologias digitais. Esse efeito parte da premissa que o investimento em ativos digitais gera um efeito multiplicador de 6,7x em relação aos investimentos em ativos não-digitais.

Para se ter uma ideia, em 2005 esse percentual era de 11%. Isso representou, em 2016, US$ 11,5 trilhões. Segundo o instituto, existe uma clara tendência de aceleração de investimentos nas economias digitais a partir de 2010, tanto entre países de economia avançada quanto em desenvolvimento. De 2000 para 2016, alguns países ganharam espaço considerável na economia digital global, com destaques para China (que se tornou a segunda maior fatia do bolo) e Índia. O Brasil, que sequer aparecia entre os destaques de maiores economias digitais em 2010, segue não aparecendo.

Entre as economias avançadas, os ativos digitais diretos na economia representam 5,3% do PIB, e os indiretos (dentro do conceito de "spillover") representam 13,1%. Já entre os países em desenvolvimento, os ativos diretos são 2,9% do PIB, em média, e o "spillover" fica em 7,1%, ou seja, o efeito de propagação da economia digital na economia é menor entre países em desenvolvimento.

A análise do Oxford Institute mostra que haverá uma intensificação do peso da economia digital sobre o PIB global a partir da chamada "Era Inteligente", em que serviços digitais passam a ser baseados mais e mais em inteligência artificial, analytics, big data etc. A expectativa é que até 2025 a economia digital represente já 24% do PIB global, ou US$ 23 trilhões. Isso significará um aumento de US$ 1,7 trilhão no PIB global apenas com a economia digital, a permanecer um cenário de alta digitalização da economia, ou US$ 500 a mais por pessoa. Isso, obviamente, distribuído entre as economias com maior índice de digitalização. As economias avançadas, caso adotem estratégia de alta digitalização com altos investimentos, podem ter uma variação do PIB 2,2% maior em relação ao crescimento base, enquanto nações em desenvolvimento terão um benefício de 1,6%. Esse percentual é proporcionalmente inverso caso haja baixa priorização de investimentos digitais, ou seja, em países em desenvolvimento o PIB será 1,6% menor em 2025 e em países desenvolvidos, 2,7%.

Por esta razão o instituto Oxford Economics recomenda um conjunto de diretrizes que devem ser seguidas para que os países possam capturar ao máximo os efeitos possíveis da economia digital até 2025. São elas:

– Desenvolver uma estratégia digital nacional;

– Priorizar o empreendedorismo e a inovação na economia;

– Estimular os setores de tecnologia mais vibrantes;

– Investir em recursos competitivos, como big data, algoritmos etc;

– Prover uma infraestrutura digital adequada e;

– Reduzir as desigualdades digitais.

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