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SindiTelebrasil vê cenário melhor para 2019, e pede prioridade na estratégia digital
terça-feira, 04 de dezembro de 2018 , 21h45

Em encontro de final de ano realizado nesta terça, 4, com jornalistas em Brasília, o presidente executivo do SindiTelebrasil, Eduardo Levy, falou sobre as perspectivas do setor para 2019. Ele acredita que, do ponto de vista da atividade econômica, os sinais são positivos. O setor, diz ele, chegou ao último trimestre do ano indicando uma retomada dos investimentos, na comparação com os mesmos períodos de 2017 e 2016, para um patamar de R$ 20,5 bilhões nos nove primeiros anos do ano, algo equivalente ao ano de 2013. "Ainda é cedo para dizer porque no último trimestre é que as empresas fazem os ajustes, mas os sinais são melhores". Para ele, o cenário de mudança política e a recuperação econômica ajudam. E mesmo o fato de haver uma forte renovação no Congresso não deve ser um problema. Normalmente, o início das legislaturas costuma concentrar uma grande quantidade de projetos que impactam o setor. "Mas com os parlamentares chegando e ainda precisando entender a dinâmica, isso pode não acontecer", diz ele. Outra indicação positiva foram os resultados das promoções de Black Friday para o setor, indicando uma recuperação do consumo.

"Se tem uma coisa que podemos esperar do próximo governo é que estabeleça uma estratégia de transformação digital do país. Isso deveria ser a prioridade", diz o executivo, lembrando a estratégia Digital Brasileira, decreto aprovado no governo Temer e que, na visão de Levy, é um trabalho importante, mas que precisa ser colocado em prática, e  precisa de dinheiro e investimento para ela acontecer. Ele lembra por exemplo da dificuldade de se estabelecer uma política de Internet das Coisas. "O governo desenhou um bom plano, mas que não mexe na questão essencial: tributos. Com a carga tributária atual, é impossível termos Internet das Coisas no Brasil", pondera. O exemplo dado por Levy é a carga tributária que incidiria sobre um chip de IoT que gera uma receita de R$ 1 por mês. "No primeiro ano, esse chip daria prejuízo de R$ 2,29, só em tributos, sem contar o custo de operação. Nos anos seguintes sobraria R$ 1,51 por ano para pagar todo o resto, Capex e Opex", exemplifica.

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