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Mercado brasileiro precisa de consolidação, avalia José Félix
quarta-feira, 04 de outubro de 2017 , 23h16

Há muitas operadoras nos mercados mais relevantes do País, o que leva a uma pressão nas margens e receitas, e isso deve ser remediado com consolidação entre elas, na opinião do presidente da Claro Brasil, José Félix. "O mercado tem que consolidar sim, o Brasil tem de consolidar", declarou ele durante conversa com jornalistas nesta quarta-feira, 4, na Futurecom. O executivo considera que há muita competição levando em conta as dimensões territoriais do mercado brasileiro, acabando por deixar a atuação das teles "sobreposta".

"Tem gente que acha que a competição é pequena e confunde com universalização. Em São Paulo e grandes centros, pode ter quatro ou cinco empresas no limite – o ideal para mim é que fossem três. Agora, em uma cidade de 3 mil habitantes, com renda anual de R$ 5 mil, óbvio que não vai dar resultado", avalia. Ele sugere que se conduza um mapeamento da realidade de cobertura para propor uma forma para as empresas terem rentabilidade, o que não poderia acontecer sem a ajuda do governo "para levar banda larga a esses lugares aonde ninguém quer ir".  

Na competição no mercado móvel, Félix considera que a disputa pela base é relativa, uma vez que há "sujeira muito grande" por parte do desligamento periódico de linhas inativas no pré-pago. Para ele, o melhor comparativo é no share de receita, mas considera que a Claro está "indo bem" ao ganhar 2 pontos percentuais em share do pós nos últimos dois anos em acessos.

O executivo ressalta ainda que o mais importante não é o modelo de cobrança, mas sim a receita média por usuário (ARPU). Ele explica que, por vezes, o gasto de um cliente pré-pago é maior (e com mais fidelidade) do que no controle. "A forma de pagamento é irrelevante. Todo mundo pensa que (receita) recorrente não tem como ser melhor, mas se tem um volume de gente que recarrega todo final de semana, fico feliz com ele", conta. Cita ainda problemas na entrega de correspondência com faturas pós-pagas, que podem acabar gerando custo com atendimento no call center.

Questionado se o mercado de pré-pago não teria como característica o churn da concorrência, José Félix disse que a Claro tenta mudar essa realidade de "um roubar o outro" com os combos. "É uma realidade verdadeira nossa; somos os únicos que conseguiram de fato consolidar isso."

Compartilhamento

Na opinião do executivo, não se compartilha o bastante no mercado, apesar de afirmar que a própria empresa já divide infraestrutura de fibra e torre, por exemplo. "Poderia compartilhar muito mais, como sites de estradas, que as empresas acham que é fator de diferenciação", declara. O problema é que, segundo Félix, a conversa entre as próprias teles é difícil. "Falei em compartilhar manutenção (de campo, como em antenas), mas aí disseram que não podia, porque o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) poderia reclamar", afirma.

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