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COMPETIÇÃO
Para Anatel crescimento do setor de telecom passa por novos modelos de negócio
quarta-feira, 03 de outubro de 2018 , 21h26

Para o superintendente de competição da Anatel, Abraão Balbino e Silva, as prestadoras precisam analisar como a sustentabilidade do ecossistema de telecomunicações se encontra hoje e identificar o que está acontecendo para se reposicionar no mercado. Ele participou nesta quarta-feira, 3, do seminário : "o novo ecossistema digital: a sustentabilidade dos modelos de negócio", promovido pela própria Anatel. Para ele, a tecnologia 5G pode ser uma oportunidade para as prestadoras se reposicionarem.

O superintendente comentou sobre a perda de valor agregado das operadoras no período de 2005 a 2015, após a inovação e a mudança de modelo de negócio da banda larga móvel. "Eu sei que os dados são um pouco antigos, mas de 2005 a 2009, 49% do que a indústria gerava estava concentrado em telecomunicação. Porém, de 2010 a 2014, a produção caiu para 37%", comentou.

O superintendente também afirmou que  as operadoras de telecom passam por uma "crise de identidade regulatória", e que a transformação digital exige novos modelos de negócios e de gestão: repensar a relação de proximidade com o cliente e novas táticas que precisam ser colocadas em prática pelas empresas. Para ele, a questão regulação precisa ser repensada e há a necessidade de refletir e visualizar os espaços para inovação.

Cliente

Para Fred Mendes, analista sênior de telecomunicações e mídia do Bradesco, uma das alternativas para crescer é melhorar o relacionamento com o cliente. "Há espaço para uma melhor eficiência. As regras estão definidas. Tem que se buscar melhores alternativas para crescer. Hoje, em média, as empresas estão investindo cerca de 20% do que valem para manter as coisas como estão. Para ser sustentável, é preciso olhar para dentro e conhecer melhor o seu cliente, oferecendo o que realmente ele demanda", afirma o executivo, que também participou do evento.

Para Lucrecia Corvalan, sênior Policy Manager Latin America da GSMA, é preciso analisar o ecossistema digital para se avaliar a regulamentação. "O marco regulatório tem que ser flexível. O regulador setorial deve acompanhar a dinâmica de mercado para lidar melhor com o setor", comentou a executiva, que também participou do evento da Anatel.

O representante da Cullen International, André Moura , disse que a crise de identidade regulatória precisa ser tratada de alguma forma. "É preciso pensar em uma redefinição do papel de regulador de telecom. Neste momento, a tendência é renovação dos modelos de negócio. Porém, permanece o mesmo escopo de regulação de negócio". O executivo citou como exemplo a união de todas as agencias em um grande órgão regulador, ocorrida na Colômbia. No entanto, reconheceu que uma discussão como esta iria demandar muito tempo.

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