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Governança da Internet
Gestão da IANA pode correr risco mesmo após a transição
sexta-feira, 03 de junho de 2016 , 20h45

Se tudo der certo e não houver nenhum entrave político, a transição das funções da Internet Assigned Numbers Authority (IANA), que sairá de um contrato com o departamento de comércio do governo dos Estados Unidos para o modelo multissetorial, acontecerá ao final de setembro deste ano. A proposta apresentada pela comunidade internacional está atualmente em revisão no Congresso norte-americano. Há, entretanto, um novo alerta para essa importante parte da arquitetura da Internet mundial: a aplicação de um sistema de governança realmente isento. A preocupação foi levantada pelo secretário-executivo do CGI.br, Hartmut Glaser, em opinião pessoal apresentada durante o encontro de provedores da Abrint nesta sexta, 3, e sem representar o Comitê Gestor.

"Estamos dentro de um processo onde a transição está sendo capturada. A ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers, que tem a tutela das funções da IANA) está saindo do modelo de contrato com governo americano e agora tem vínculo muito forte com interesses comerciais", declara. Na visão dele, o desafio da ICANN será provar que os representantes de nomes genéricos, com interesse comercial, estão dispostos a conversar de igual para igual com outros parceiros, evitando o que ele chama de "captura". "Se quisermos a inclusão digital no mundo, faltando 3 a 4 bilhões de pessoas, como vamos fazer isso? E com que custos e valores? Precisamos abrir mão de interesses de grupos."

Dados de domínios

No Brasil, 15% dos domínios são vendidos por canais, sendo cerca de 70 empresas de registro, como a Localweb.  São 3,8 milhões de domínios registrados, dos quais 82% são sufixos .br e 100% feitos por brasileiros.

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