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Sucessão na Anatel
Para "evitar surpresas", substituto de Quadros deve ser indicado antes da transição
terça-feira, 02 de outubro de 2018 , 20h43

As articulações para a sucessão  de Juarez Quadros na presidência da Anatel estão a todo vapor, e tudo indica haver um consenso empresarial em torno do nome de Moisés Moreira, secretário de radiodifusão e braço direito de Gilberto Kassab, para ser encaminhado ao Senado antes do segundo turno. O nome teria sido inclusive encaminhado para a Casa Civil, conforme publicou o portal Telesíntese. A força por trás do nome de Moreira vem  sobretudo do desejo pessoal de Kassab  e do apoio dos radiodifusores, que estariam interessados em marcar território no conselho da agência, o que nunca aconteceu. Ele também conta com a simpatia das operadoras de telecomunicações, por ter mostrado um tom conciliador nos primeiros contatos, apesar de, no Gired, (grupo de Implementação da TV Digital) ter sido o principal defensor do uso das sobras de recursos da EAD para compra de set-tops adicionais de TV digital, o que não agradava as teles. Mas há dúvidas se ele será mesmo o presidente e se não haveria a possibilidade de outros nomes para o cargo. O atual conselheiro Emmanoel Campelo, por exemplo, é um dos nomes que circula como virtual indicado para a presidência, e que tem forte apoio político. Para Temer, nomear Moisés Moreira como conselheiro e Emmanoel Campelo como presidente seria como nomear duas vagas. A ex-conselheira Emília Ribeiro também tem seu nome circulando, com forte apoio de Renan Calheiros (o que pesa pouco num governo Temer, com quem Renan é rachado, mas pode fazer diferença após as eleições). Os nomes do secretário de inovação do MCTIC, Maximiliano Martinhão, e do superintendente executivo da Anatel, Carlos Baigorri, ainda estariam, segundo declarações de Kassab ao portal Convergência Digital, em uma lista tríplice, mas comenta-se que a preferência de Kassab seja mesmo por Moisés Moreira. Martinhão teria resistência de algumas empresas de telecomunicações por conta do seu alinhamento à Telebras e Baigorri não tem apoio político, apesar de ser um técnico respeitado e cotado para a vaga algumas vezes. De qualquer maneira, tanto governo quanto empresas esperam que a indicação seja encaminhada ao Senado antes do início do processo de transição, quem quer que seja eleito presidente, para "evitar riscos de surpresas", segundo fontes ouvidas por este noticiário. Há alguns meses, Kassab chegou a declarar que só definiria a substituição do presidente Juarez Quadros depois das eleições. Vale lembrar que na mudança do governo FHC para o primeiro governo Lula,  em 2002, as equipes de transição chegaram a um entendimento e reconduziram José Leite, indicado por FHC, para um novo mandato, evitando assim instabilidade e risco de aparelhamento na agência. O presidente da Anatel naquele momento era Luiz Guilherme Schymura, que colocou o cargo à disposição no começo de 2004, após um ano do governo Lula, depois de, ai sim, ser pressionado para deixar o comando da agência para abrir espaço a Pedro Jaime Ziller.

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