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Sem dólares, CANTV deixa de honrar dívida
terça-feira, 02 de setembro de 2003 , 18h40 | POR REDAÇÃO

A operadora móvel Compañía Anónima Nacional Teléfonos de Venezuela (CANTV), com 2,5 milhões de assinantes e mais 200 mil usuários de internet, entrou em default: deixou de honrar uma dívida total de US$ 245 milhões que vence este ano porque o governo da Venezuela suspendeu a venda de moeda estrangeira desde janeiro para proteger suas reservas internacionais.
Por conta disso, a CANTV não pagou, no dia 1º de agosto, US$ 4,6 milhões de bônus (los Bonos Yankee) porque esperava uma definição da Comisión Nacional de Administración de Divisas (Cadivi), órgão governamental de administração de câmbio, para a liberação de recursos em moeda estrangeira.
Nesta terça-feira, 2, a CANTV anunciou que a Cadivi aprovou a liberação de US$ 6,2 milhões para atender parte dos compromissos de sua dívida financeira vencida no final de julho e cujo período de carência, válido por 30 dias, encerrou-se no final de agosto.

Por etapas

Esta é a segunda liberação que a Cadivi faz para que a CANTV possa cumprir suas obrigações financeiras. A primeira liberação foi de US 7,9 milhões, parte da amortização sobre um empréstimo de US$ 25 milhões junto ao International Finance Corporation (IFC).
Quanto aos bônus de US$ 4,6 milhões, a CANTV, segundo comunicado de imprensa, continua envidando esforços para aprovar sua liberação porque esses bônus deveriam ser cancelados em 1º de agosto, com carência até a data desta última segunda-feira, 1º de setembro. Agora, a CANTV espera que essa liberação aconteça nas próximas semanas.
A BCP, que opera na região metropolitana de São Paulo e acabou de ser adquirida pela Claro, recorreu a expediente semelhante quando deixou de pagar uma dívida de US$ 375 milhões há pouco mais de um ano e meio, o que deflagrou seu processo de venda.
A CANTV, controlada pela Verizon (28,9%), Telefónica (7%), governo da Venezuela (6,7%), funcionários (10%) e outros acionistas (47,45%), gera caixa suficiente para pagar suas dívidas. O problema é que a política da Venezuela quanto às reservas estrangeiras tem afetado a liquidação de seus compromissos.

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