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Análise
Telefonia fixa encolhe quase 3% em 2017
sexta-feira, 02 de fevereiro de 2018 , 18h37

Como tem sido constante nos últimos anos, a base brasileira de telefonia fixa tem ficado cada vez menor. Em 2017, de acordo com dados divulgados pela Anatel nesta sexta-feira, 2, houve uma redução de 2,96% comparado ao ano anterior, ou 1,2 milhão de desconexões. A redução da telefonia fixa foi menor do que a registrada em 2016, quando o País reduziu em 1,845 milhão sua base total, uma queda de 4,22% comparado a 2015.

Em dezembro de 2017, o mercado contava com 40,8 milhões de linhas em operação, das quais 17,1 milhões eram de empresas autorizadas e 23,6 milhões das concessionárias. As concessionárias foram a que mostraram maior queda: 4,48%, ou 1,1 milhão de desligamentos em 12 meses. Já as autorizadas desligaram 134,7 mil linhas, uma redução de 0,11%. No comparativo com novembro, ambas as categorias também mostraram redução. Foram 19,2 mil linhas a menos nas autorizadas (queda de 0,11%) e de 118,2 mil acessos pelas concessionárias (0,50% abaixo).

No recorte por grupo de autorizadas, a Algar foi a que mais cresceu em adições líquidas no ano: 85,8 mil linhas a mais (avanço de 34,47%) no período. No comparativo com novembro, o crescimento foi de 2,58% (8,4 mil adições líquidas).

Já a Vivo cresceu em 12 meses 11,6 mil linhas (0,24%), e a Oi, 3,3 mil adições (avanço de 2,06%). Entre as que mais desligaram, liderou a Claro Brasil (Claro, Embratel e Net) caiu 249,2 mil linhas (redução de 2,24%), enquanto a TIM reduziu a base em 9,6 mil acessos (queda de 1,4%).

A Algar também cresceu entre as concessionárias: 22,5 mil adições à base, um aumento de 3,07%. Mesmo no comparativo mensal, a operadora mineira apresentou avanço – na verdade, foi a única empresa a apresentar aumento. Foram 1,6 mil novas linhas fixas, um crescimento de 0,21%. Comparado a 2016, as maiores reduções de concessionárias foram na Oi (837,3 mil desconexões, queda de 5,91%) e na Vivo (291,4 mil desligamentos, redução de 3,01%).

Entre os estados da federação, São Paulo perdeu mais linhas, com 412 mil desligamentos (2,61% de queda) no ano, seguido de Rio de Janeiro (330,9 mil desconexões, redução de 6,46%) e Minas Gerais (109,3 mil, queda de 2,74%). Santa Catarina, Paraná e Acre foram os únicos estados a apresentar crescimento em 2017, com avanço de 1,22% (20,4 mil adições), 0,27% (7,8 mil) e 0,24% (0,2 mil), respectivamente.

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